Moscou denuncia tentativa dos EUA de interceptar um petroleiro russo no Atlântico

A empresa russa proprietária do navio afirmou que a Marinha dos EUA "planeja interceptar a embarcação em breve" e pediu ao país norte-americano que "aja com moderação e permita uma resolução pacífica"

A empresa russa BurevestMarin denunciou nesta terça-feira (6) a tentativa dos EUA de interceptar um petroleiro russo no Atlântico Norte em meio a uma tempestade.

"Nossa embarcação civil, que não transporta carga e navega em lastro, está sendo perseguida há algum tempo pela Guarda Costeira dos Estados Unidos. Apesar das repetidas tentativas do capitão de comunicar a identidade e a natureza civil da embarcação de bandeira russa, a perseguição continua com vigilância aérea coordenada por aeronaves de reconhecimento P-8A Poseidon da Marinha dos Estados Unidos", diz o comunicado da empresa.

"Ameaça grave e injustificável"

A empresa afirmou que, segundo fontes públicas, os EUA "planejam interceptar a embarcação em breve".

A BureauvestMarin alertou que qualquer tentativa das tropas americanas de pousar o petroleiro a partir de helicópteros ou de embarcar nele representa um perigo extremo devido às severas condições climáticas. Os ventos na área chegam a 20 m/s com fortes rajadas, as ondas atingem alturas superiores a 5 metros e as temperaturas estão próximas ou abaixo de zero.

"Qualquer tentativa de pousar helicópteros ou interceptar navios nessas condições tempestuosas representa uma ameaça grave e injustificável à vida de militares americanos", afirmou a empresa, instando os EUA a "exercerem moderação e permitirem uma resolução pacífica por meio do direito marítimo internacional, em vez de arriscar vidas em condições tempestuosas".

Segundo a empresa, a embarcação é um navio mercante civil sem carga a bordo, e sua tripulação é composta por cidadãos da Rússia, Ucrânia e Geórgia. Nesse contexto, a BurevestMarin questionou a necessidade de as Forças Armadas dos EUA realizarem ações tão perigosas contra um petroleiro civil vazio.