
Confira quais seriam as exigências de Trump a Delcy Rodríguez

Os Estados Unidos esperam que a presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, empreenda várias "ações pró-americanas" se quiser evitar o destino de Nicolás Maduro, informou nesta segunda-feira (06) o site Politico, citando autoridades americanas.
De acordo com fontes do meio de comunicação, o governo Trump espera que Rodríguez tome pelo menos três medidas: "Tomar medidas enérgicas contra o tráfico de drogas; expulsar agentes iranianos, cubanos e de outros países ou redes hostis a Washington; e interromper a venda de petróleo aos adversários dos Estados Unidos".

Em última instância, Washington espera que a presidente encarregada "facilite finalmente a realização de eleições livres e se afaste". Segundo o meio de comunicação, o principal objetivo do governo neste momento é garantir "que o país se mantenha estável e avance em direção aos interesses dos Estados Unidos".
Anteriormente, o presidente americano indicou que a Venezuela não realizará eleições nos próximos 30 dias, pois antes deve "arrumar o país".
'Gravíssima agressão militar'
Os Estados Unidos realizaram no sábado (3) um ataque "em grande escala" em território venezuelano que, segundo o Governo do país sul-americano, atingiu a capital, Caracas, e os estados de Miranda, La Guaira e Aragua, deixando vítimas fatais entre militares e civis. Caracas classificou a operação como uma "gravíssima agressão militar".
Após a detenção do presidente Nicolás Maduro, qualificada pelo Governo venezuelano como um "sequestro", o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez fique encarregada da Presidência.
O mandatário venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores, foram transferidos para os Estados Unidos e estão atualmente detidos em Nova York, à espera de julgamento por "conspiração narcoterrorista, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos".
Diversos países ao redor do mundo, entre eles a Rússia, instaram à libertação de Maduro e de sua esposa. Moscou repudiou o ataque e afirmou que a Venezuela deve ter o direito de decidir seu próprio destino sem qualquer tipo de intervenção externa.
Horas após o ataque contra a Venezuela, Trump advertiu que Cuba, México e Colômbia poderiam ser os próximos alvos de Washington.
A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, enviou uma mensagem "ao mundo e aos EUA", na qual reiterou a "vocação pela paz" de seu país, ressaltou a necessidade de respeitar o princípio da "não interferência" e destacou a necessidade de trabalhar com Washington "em uma agenda conjunta de cooperação voltada para o desenvolvimento compartilhado, no âmbito da legalidade internacional e que fortaleça uma coexistência comunitária duradoura".

