EUA avaliam intervir no Irã após operação na Venezuela, informa Jerusalem Post

Os EUA ponderam ajudar a derrubar o governo iraniano apoiando os protestos, enquanto Israel estuda se a captura de Maduro abre caminho para uma ação semelhante contra Teerã.

Os Estados Unidos estão considerando uma intervenção direcionada para apoiar os manifestantes no Irã, enquanto Israel estuda se a recente ação contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, poderia estabelecer um precedente aplicável ao governo iraniano, relatou na segunda-feira (05) o Jerusalem Post após receber várias informações.

O Irã vive uma onda de protestos há vários dias, motivados pela tensa situação econômica e pelo enfraquecimento da moeda nacional.

O meio de comunicação detalha que, inicialmente, Israel considerava que os protestos contra o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, não tinham magnitude suficiente para forçar uma mudança de governo. No entanto, a decisão de Washington de intervir na Venezuela impulsionou uma reavaliação estratégica em Jerusalém.

Mudança de panorama

Embora se estime que as manifestações por si só sejam insuficientes para derrubar Khamenei, agora se analisa ativamente a possibilidade de prestar assistência concreta ao movimento opositor. O Mossad israelense admitiu publicamente no X prestar ajuda aos manifestantes no terreno. Na mesma linha, a ministra da Ciência e Tecnologia, Gila Gamliel, pediu ações concretas e não apenas palavras de apoio.

O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, convocou uma reunião especial de segurança após a agressão militar dos EUA na Venezuela, e o ex-ministro da Defesa Benny Gantz instou explicitamente a uma intervenção.

Esta mudança acentuada contrasta com a postura de junho, quando tanto os EUA como Israel se opunham a procurar uma mudança no governo iraniano, concentrando os seus esforços no programa nuclear de Teerã. 

Agressão militar gravíssima