O general Augusto Nicolás Calderón Sandino é o herói nacional da Nicarágua, após liderar a resistência contra a ocupação norte-americana durante a primeira metade do século XX.
Sandino nasceu em 18 de maio de 1895 no município de Niquinohomo, em um contexto de profundas desigualdades sociais. De fato, a historiografia conta que aos 9 anos ele foi obrigado a trabalhar na fazenda de seu pai para pagar sua estadia.
O assassinato do general Benjamín Zeledón na batalha de Coyotepe, em 4 de outubro de 1912, quando revolucionários enfrentaram fuzileiros navais americanos e forças leais ao governo conservador, reforçaria seu caráter anti-imperialista.
De 1927 a 1933, Sandino liderou a resistência contra a intervenção militar dos Estados Unidos com um exército composto por camponeses e operários. A estratégia de guerrilha, considerada inovadora para a época, permitiu-lhe sair vitorioso.
Em 1933, os EUA retiraram suas tropas do país centro-americano e Sandino assinou um acordo de paz com o governo de Juan Bautista Sacasa. Um momento em que ele pensou que seria o fim de um episódio sinistro para sua pátria.
No entanto, no ano seguinte, ele foi capturado após uma reunião na Casa Presidencial e posteriormente assassinado em 21 de fevereiro de 1934. Um ato atribuído a Anastasio Somoza García, chefe da Guarda Nacional e futuro ditador da Nicarágua.
Embora seus restos mortais nunca tenham sido encontrados, sua memória não se extinguiu. Seu legado transcendeu a ponto de dar nome à Revolução Sandinista, que acabou com a ditadura dinástica dos Somoza em julho de 1979.
Além disso, ele passou para a história como o general dos homens e mulheres livres, uma figura reivindicada pela população nicaraguense.