Filho de Maduro acusa os EUA de sequestro e 'massacre' contra a Venezuela

Nicolás Maduro Guerra declarou que o presidente venezuelano permanece digno e de cabeça erguida.

O deputado venezuelano Nicolás Maduro Guerra afirmou nesta quinta-feira (5) que a Venezuela foi alvo de "um massacre" após um ataque militar liderado pelos Estados Unidos, que culminou no sequestro do presidente Nicolás Maduro. O parlamentar discursou diante de apoiadores em Caracas, onde também pediu união entre as lideranças do país e movimentos populares.

"Atacaram a principal base militar deste país", declarou Maduro Guerra. "E a tecnologia e a superioridade aérea, que nunca nós negamos, fizeram com que sequestrassem o presidente Nicolás Maduro". De acordo com ele, o ataque resultou em um cenário de destruição e mortes: "Eu diria: um massacre".

O parlamentar destacou a postura de seu pai após os acontecimentos: "Hoje o vimos. Hoje o vimos forte. Hoje o vimos digno", afirmou. Maduro Guerra também relatou o reencontro com familiares após o bombardeio: "Eu vi minhas tias agora, não as via desde aquele dia. E a primeira coisa que uma delas me disse foi: levanta a cabeça, porque meu irmão tem a cabeça erguida. Porque ninguém vai fazer Nicolás Maduro baixar a cabeça, porque ele é um homem com dignidade, é um homem inocente".

"Não é um narcotraficante, não é um delinquente, é um presidente prisioneiro de guerra inocente", acrescentou. Segundo o deputado, o presidente venezuelano foi legitimamente reeleito em 28 de julho e tomou posse em 10 de janeiro de 2024.

Diante do cenário, Maduro Guerra conclamou à união de todas as forças políticas e sociais do país: "Devemos estar mais unidos do que nunca", disse, citando a presidente encarregada Delcy Rodríguez, o parlamentar Diosdado Cabello e o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. "Nossa tarefa é a unidade", afirmou, apelando à mobilização desde os conselhos comunais e comitês de base até os movimentos sociais.

A gravíssima agressão militar