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Trump ameaça fazer nova operação militar na Venezuela

Presidente dos Estados Unidos afirmou que pode lançar um ataque contra Caracas caso a presidente encarregada, Delcy Rodríguez, não coopere com os Washington.
Trump ameaça fazer nova operação militar na VenezuelaGettyimages.ru / Joe Raedle

Os Estados Unidos poderiam lançar uma segunda incursão militar na Venezuela, declarou Donald Trump em entrevista à NBC News nesta segunda-feira (5), esclarecendo que está considerando esse cenário caso a presidente encarregada do país, Delcy Rodríguez, não coopere com Washington.

O presidente norte-americano acrescentou que não acredita que essa medida seja necessária. Ele também sugeriu que já havia considerado a ideia de redistribuir forças americanas para a Venezuela.

"Estamos preparados para isso", declarou ele. "Na verdade, já tínhamos planejado isso", acrescentou.

Trump também afirmou também que Washington não está em guerra com a Venezuela, apesar da captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, bem como dos ataques perpetrados contra instalações no país sul-americano.

"Estamos em guerra com as pessoas que vendem drogas. Estamos em guerra com as pessoas que esvaziam suas prisões em nosso país, que esvaziam seus viciados em drogas e que esvaziam seus hospitais psiquiátricos em nosso país", disse ele.

'Gravíssima agressão militar'

  • Os Estados Unidos realizaram no sábado (3) um ataque "em grande escala" em território venezuelano que, segundo o Governo do país sul-americano, atingiu a capital, Caracas, e os estados de MirandaLa Guaira e Aragua, deixando vítimas fatais entre militares e civis. Caracas classificou a operação como uma "gravíssima agressão militar".

  • Após a detenção do presidente Nicolás Maduro, qualificada pelo Governo venezuelano como um "sequestro", o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez fique encarregada da Presidência.

  • O mandatário venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores, foram transferidos para os Estados Unidos e estão atualmente detidos em Nova York, à espera de julgamento por "conspiração narcoterrorista, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos".

  • Diversos países ao redor do mundo, entre eles a Rússia, instaram à libertação de Maduro e de sua esposa. Moscou repudiou o ataque e afirmou que a Venezuela deve ter o direito de decidir seu próprio destino sem qualquer tipo de intervenção externa.

  • Horas após o ataque contra a Venezuela, Trump advertiu que Cuba, México e Colômbia poderiam ser os próximos alvos de Washington.

  • A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguezenviou uma mensagem "ao mundo e aos EUA", na qual reiterou a "vocação pela paz" de seu país, ressaltou a necessidade de respeitar o princípio da "não interferência" e destacou a necessidade de trabalhar com Washington "em uma agenda conjunta de cooperação voltada para o desenvolvimento compartilhado, no âmbito da legalidade internacional e que fortaleça uma coexistência comunitária duradoura".