
Movimentos populares fazem protestos pelo Brasil contra a ação dos Estados Unidos na Venezuela


O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e outros movimentos populares brasileiros convocaram manifestações em diversas capitais do país contra a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, informou o portal Brasil de Fato. Os atos fazem parte de uma mobilização internacional e ocorreram nesta segunda-feira (5), em diferentes horários e locais.
Em São Paulo (SP), a concentração ocorreu às 16h, em frente ao Consulado dos Estados Unidos. A convocação conta com apoio da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Estadual dos Estudantes de São Paulo.
A RT esteve presente no local e ouviu manifestantes. Entre eles, estava a vereadora Luana Alves (Psol-SP), que classificou a ação dos Estados Unidos como "um ataque contra toda a América Latina".
Movimentos populares fazem protestos pelo Brasil contra a ação dos EUA na Venezuela Em São Paulo, a concentração aconteceu em frente ao consulado norte-americano. Manifestações foram registradas também no Rio, BH, Brasília, Porto Alegre, Salvador, São Luís e Florianópolis. pic.twitter.com/ZKjTsZ3qjg
— RT Brasil (@rtnoticias_br) January 5, 2026
Em entrevista à RT, o professor Valério Arcary, do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), afirmou que o ato ressalta a importacia de "dar uma resposta de emergência" contra "um ataque imperialista".
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Na manifestação, participantes pisotearam e queimaram bandeiras norte-americanas e exigiram a libertação do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
🪧🇧🇷 Concentración en Sao Paulo frente al Consulado General de EE. UU.https://t.co/caSrkkUwjApic.twitter.com/YvxOF414Y2
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⚡️Frente al Consulado estadounidense en Sao Paulo, Brasil, manifestantes pisotearon y quemaron banderas de Estados Unidos este lunes, según informó desde el lugar la corresponsal de RT, @MicheledeMello_pic.twitter.com/Yse8C1nqiL
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Outros atos pelo país
No Rio de Janeiro (RJ), o protesto começou às 16h, na Cinelândia. Em Belo Horizonte (MG), a mobilização estava marcada para 16h30, na Praça Sete de Setembro, com o lema "Fora Trump e o imperialismo: por soberania na Venezuela".
Em Brasília, os manifestantes se reuníram às 17h no Museu Nacional da República, com caminhada até a Embaixada dos Estados Unidos. No mesmo horário, Porto Alegre (RS) registrou ato no consulado norte-americano.
Outras capitais, como Salvador (BA), Aracaju (SE), São Luís (MA) e Florianópolis (SC), também tiveram marcadas para esta segunda-feira.
'Gravíssima agressão militar'
Os Estados Unidos realizaram no sábado (3) um ataque "em grande escala" em território venezuelano que, segundo o Governo do país sul-americano, atingiu a capital, Caracas, e os estados de Miranda, La Guaira e Aragua, deixando vítimas fatais entre militares e civis. Caracas classificou a operação como uma "gravíssima agressão militar".
Após a detenção do presidente Nicolás Maduro, qualificada pelo Governo venezuelano como um "sequestro", o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez fique encarregada da Presidência.
O mandatário venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores, foram transferidos para os Estados Unidos e estão atualmente detidos em Nova York, à espera de julgamento por "conspiração narcoterrorista, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos".
Diversos países ao redor do mundo, entre eles a Rússia, instaram à libertação de Maduro e de sua esposa. Moscou repudiou o ataque e afirmou que a Venezuela deve ter o direito de decidir seu próprio destino sem qualquer tipo de intervenção externa.
Horas após o ataque contra a Venezuela, Trump advertiu que Cuba, México e Colômbia poderiam ser os próximos alvos de Washington.
A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, enviou uma mensagem "ao mundo e aos EUA", na qual reiterou a "vocação pela paz" de seu país, ressaltou a necessidade de respeitar o princípio da "não interferência" e destacou a necessidade de trabalhar com Washington "em uma agenda conjunta de cooperação voltada para o desenvolvimento compartilhado, no âmbito da legalidade internacional e que fortaleça uma coexistência comunitária duradoura".


