Maduro Guerra: 'Se normalizarmos o sequestro de um Chefe de Estado, nenhum país estará seguro'

"Hoje é a Venezuela, amanhã pode ser qualquer nação que não decida se submeter", alertou o filho do presidente venezuelano e membro da Assembleia Nacional.

O deputado da Assembleia Nacional da Venezuela, Nicolás Maduro Guerra, alertou nesta segunda-feira (5) que, se o mundo aceitar e normalizar "o sequestro de um Chefe de Estado", como o realizado por tropas americanas contra seu pai e presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, "nenhum país" estará seguro.

"Se normalizarmos o sequestro de um Chefe de Estado, nenhum país estará seguro; hoje é a Venezuela, amanhã poderá ser qualquer nação que não se submeta", alertou o parlamentar venezuelano durante a cerimônia de posse do novo Poder Legislativo, que inicia seu mandato constitucional de cinco anos, de 2026 a 2031.

Maduro Guerra, que também é acusado pelos Estados Unidos de participar de uma suposta rede de "narcoterrorismo" — assim como seu pai e a primeira-dama venezuelana na segunda-feira em Nova York, acusações das quais se declararam "completamente" inocentes — enfatizou que o que aconteceu na Venezuela não é um assunto que deva preocupar apenas os venezuelanos.

"O direito internacional existe para conter os impérios, e sem o direito internacional o mundo retorna à lei da selva", disse o parlamentar durante a sessão realizada em Caracas nesta segunda-feira, dois dias após o ataque militar e o bombardeio realizados pelo governo Donald Trump contra o país sul-americano.

Entretanto, o político enfatizou que as ações realizadas pelo Pentágono não são apenas um problema regional, mas "uma ameaça direta à estabilidade política global, à humanidade e à igualdade soberana das nações".

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