
'A pátria está em boas mãos, pai', diz filho de Nicolás Maduro durante posse da Assembleia Nacional

Durante a cerimônia de posse da nova Assembleia Nacional, realizada nesta segunda-feira (5), o deputado Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, transmitiu uma mensagem ao pai, atualmente sequestrado por forças dos Estados Unidos.
'A pátria está em boas mãos, pai', diz filho de Nicolás Maduro durante posse da Assembleia Nacional Durante cerimônia em Caracas, Nicolás Maduro Guerra dirigiu palavras ao presidente venezuelano, sequestrado por militares norte-americanos. Leia: https://t.co/gsTQiQ0Ku1pic.twitter.com/pmIWJZIygL
— RT Brasil (@rtnoticias_br) January 5, 2026
Em seu discurso diante dos parlamentares e membros do governo, Maduro Guerra destacou a continuidade dos compromissos políticos da família e do governo bolivariano.
"Para você, pai, eu digo: você nos fortaleceu a todos na família. Aqui estamos, cumprindo nosso dever até que você retorne. A pátria está em boas mãos, pai, e em breve nos abraçaremos aqui na Venezuela!", afirmou, sendo aplaudido de pé por diversos presentes na sessão.

'Gravíssima agressão militar'
Os Estados Unidos realizaram no sábado (3) um ataque "em grande escala" em território venezuelano que, segundo o Governo do país sul-americano, atingiu a capital, Caracas, e os estados de Miranda, La Guaira e Aragua, deixando vítimas fatais entre militares e civis. Caracas classificou a operação como uma "gravíssima agressão militar".
Após a detenção do presidente Nicolás Maduro, qualificada pelo Governo venezuelano como um "sequestro", o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez fique encarregada da Presidência.
O mandatário venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores, foram transferidos para os Estados Unidos e estão atualmente detidos em Nova York, à espera de julgamento por "conspiração narcoterrorista, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos".
Diversos países ao redor do mundo, entre eles a Rússia, instaram à libertação de Maduro e de sua esposa. Moscou repudiou o ataque e afirmou que a Venezuela deve ter o direito de decidir seu próprio destino sem qualquer tipo de intervenção externa.
Horas após o ataque contra a Venezuela, Trump advertiu que Cuba, México e Colômbia poderiam ser os próximos alvos de Washington.
A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, enviou uma mensagem "ao mundo e aos EUA", na qual reiterou a "vocação pela paz" de seu país, ressaltou a necessidade de respeitar o princípio da "não interferência" e destacou a necessidade de trabalhar com Washington "em uma agenda conjunta de cooperação voltada para o desenvolvimento compartilhado, no âmbito da legalidade internacional e que fortaleça uma coexistência comunitária duradoura".

