Simón Bolívar, o Libertador que sonhou unir a América Latina

Figura central na luta anticolonial, Bolívar buscou consolidar uma grande nação latino-americana.

Simón Bolívar é um dos nomes mais emblemáticos da história da América Latina. Chamado de "Libertador da América", o venezuelano comandou campanhas decisivas pela independência de cinco países sul-americanos, deixando um legado de resistência ao colonialismo e de luta pela unidade continental.

Seu pensamento político foi moldado por experiências na Europa e influenciado por ideais iluministas. Bolívar acreditava que apenas uma América Latina unificada poderia enfrentar a ingerência das grandes potências, especialmente a Europa e os Estados Unidos, e manter sua soberania.

Mesmo após a vitória contra a Coroa espanhola, Bolívar enfrentou resistências internas que minaram seus planos de unificação. Foi traído por antigos companheiros e terminou seus dias isolado, sem ver realizado seu sonho de integração continental.

Simón Bolívar nasceu em Caracas, em 1783, em uma família aristocrática. Ainda jovem, foi enviado à Europa, onde se formou intelectualmente e passou a admirar os ideais da Revolução Francesa. Em 1805, em Roma, fez o Juramento do Monte Sacro, prometendo libertar a América do Sul do jugo espanhol.

De volta à Venezuela, organizou e conduziu campanhas militares que resultaram na independência da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. Sua habilidade como estrategista e figura política foi decisiva para derrotar os exércitos realistas espanhóis.

Em 1819, fundou a República da Grã-Colômbia, reunindo os territórios da atual Colômbia, Venezuela, Equador e Panamá. Acreditava que só uma grande república latino-americana poderia resistir às ameaças externas.

No entanto, disputas regionais e ambições locais fragmentaram o projeto. A ruptura com antigos companheiros como Santander e Páez contribuiu para a desintegração da Grande Colômbia.

Desiludido, Bolívar renunciou à presidência em 1830. Morreu no mesmo ano, aos 47 anos, politicamente isolado. Seu legado, no entanto, atravessou os séculos como símbolo de soberania e integração latino-americana.