
Trump: EUA receberão em breve mais de US$ 600 bilhões em tarifas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o país arrecadou e continuará a arrecadar mais de US$ 600 bilhões em tarifas (aproximadamente R$ 3 trilhões), mas acusou a imprensa de ignorar os resultados positivos dessa política econômica.

Segundo ele, os veículos de comunicação "odeiam e desrespeitam o nosso país" e estariam tentando influenciar uma decisão iminente da Suprema Corte dos Estados Unidos.
"A mídia quer interferir na próxima decisão sobre tarifas, uma das mais importantes já enfrentadas pela Suprema Corte", escreveu Trump em publicação na plataforma Truth Social nesta segunda-feira (5).
Trump afirmou que, devido às tarifas, os Estados Unidos estão financeiramente mais fortes e, do ponto de vista da segurança nacional, mais respeitados do que nunca. "Nosso país está financeiramente, e do ponto de vista da segurança nacional, muito mais forte e mais respeitado do que jamais esteve. Deus abençoe a América!", declarou.
Legalidade das tarifas
As declarações ocorrem no momento em que a Suprema Corte dos Estados Unidos deve se pronunciar ainda em janeiro sobre a legalidade das tarifas globais impostas pelo presidente. O julgamento analisa se a justificativa apresentada por Trump — de que uma "emergência de segurança nacional", prevista na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977 — lhe confere autoridade legal para impor tais tarifas.
No início de novembro de 2025, a Suprema Corte dos Estados Unidos ouviu os argumentos do caso envolvendo as tarifas impostas por Trump. Durante a sessão, os juízes demonstraram ceticismo em relação à possibilidade de a legislação conceder ao presidente poderes tão amplos para impor medidas tarifárias.
- Em agosto daquele ano, o presidente Donald Trump impôs tarifas comerciais a diversos países, com alíquotas variando entre 10% e 41%. As medidas foram oficializadas por meio de uma ordem executiva e classificadas como "tarifas recíprocas ajustadas".
- Segundo Trump, as tarifas representam "a melhor ferramenta" para proteger os trabalhadores americanos e incentivar empresas que produzem bens nos Estados Unidos.
