
'Se não se comportarem bem, faremos um segundo ataque': Trump ameaça Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou realizar um segundo ataque militar contra a Venezuela se as autoridades do país "não se comportarem bem". O mandatário fez a declaração a bordo do avião Air Force One, após a incursão militar de sábado (03), que terminou com o sequestro do presidente do país, Nicolás Maduro, e de sua esposa.
"Estávamos preparados para um segundo ataque, se necessário. Estamos totalmente preparados e continuamos preparados", disse ele aos jornalistas. Quando questionado se a opção militar está agora “fora de questão", o presidente afirmou: "Se não se comportarem bem, faremos um segundo ataque".

Ao ser perguntado se isso implicaria o envio de tropas americanas ao terreno para missões de "manutenção da paz", Trump respondeu que isso dependerá das ações do novo governo venezuelano, atualmente liderado pela encarregada da Presidência, Delcy Rodríguez. Minutos antes, ele havia feito um comentário indicando que "a Venezuela até agora tem sido muito agradável. Mas ajuda contar com uma força como a nossa".
- O presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram sequestrados durante o ataque dos Estados Unidos que, entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado, atingiu Caracas e os estados de Miranda, La Guaira e Aragua.
O líder e sua esposa foram transferidos por militares dos Estados Unidos para Nova York, onde deram entrada no Centro de Detenção Metropolitano, uma prisão federal localizada no bairro do Brooklyn, conhecida por já ter abrigado detentos de alto perfil como "El Chapo", Ghislaine Maxwell, Luigi Mangione, P. Diddy e Sam Bankman-Fried.
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, afirmou que Maduro e Flores "em breve enfrentarão a ira da Justiça norte-americana em solo norte-americano e em tribunais norte-americanos".
- Após os ataques aéreos em larga escala contra a Venezuela, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que Washington passará a conduzir a política no país até que a Casa Branca considere possível "fazer uma transição segura". "Não podemos correr o risco de que outra pessoa assuma o controle da Venezuela", afirmou.
Por sua vez, o Governo venezuelano classificou as ações de Washington como uma"gravíssima agressão militar". Caracas advertiu que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular de seu petróleo e de seus minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
- O Tribunal Supremo de Justicia determinou que a vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, assuma como encarregada da Presidência enquanto o mandatário venezuelano permanecer sequestrado.
