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'Nenhum país pode agir como polícia internacional', afirma China sobre ataque à Venezuela

Pequim sempre se opôs "ao uso ou ameaça do uso da força nas relações internacionais", comentou o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi.
'Nenhum país pode agir como polícia internacional', afirma China sobre ataque à VenezuelaGettyimages.ru / Jessica Lee

Nenhum país deveria assumir o papel de polícia ou juiz internacional, afirmou o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, ao comentar o ataque dos Estados Unidos à Venezuela.

"Não acredito que nenhum país possa agir como polícia internacional, nem concordo que um país possa reivindicar ser juiz internacional", disse o chanceler chinês.

Wang insistiu que a soberania e a segurança de todos os países "devem ser plenamente protegidas pelo direito internacional", ao mesmo tempo em que destacou que seu país sempre se opôs "ao uso ou ameaça do uso da força nas relações internacionais e à imposição da vontade de um país sobre outros países".

Ao indicar que o fenômeno do assédio unilateral é atualmente intensificado pelo estado caótico e pelo alto grau de interligação das nações na arena internacional, Wang declarou que a mudança repentina em torno da Venezuela causou grande preocupação na comunidade global.

Comentando a situação durante uma reunião com seu homólogo paquistanês, Ishaq Dar, em Pequim no domingo (04), Wang assegurou que seu país está disposto a continuar trabalhando em conjunto na defesa dos fundamentos da Carta da ONU, da soberania e igualdade de todos os países e na salvaguarda da paz e do desenvolvimento mundial.

Após o ataque à Venezuela e o sequestro de seu presidente, Nicolás Maduro, juntamente com a primeira-dama, a China condenou o uso da força pelos Estados Unidos como uma violação do direito internacional e da soberania e instou a libertação "imediata" dos sequestrados e a "suspensão do derrubamento do governo da Venezuela".

Na véspera do ataque dos Estados Unidos contra Caracas, o presidente Maduro recebeu no Palácio de Miraflores uma delegação da República Popular da China liderada por Qiu Xiaoqi, representante especial de Pequim para Assuntos da América Latina e do Caribe, com o objetivo de revisar o mapa da cooperação estratégica.