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Presidente de Cuba decreta luto pelos 32 cubanos mortos durante sequestro de Nicolás Maduro

Os membros das Forças Armadas cubanas e do Ministério do Interior cumpriram "digna e heroicamente" seu dever e ofereceram "resistência férrea" aos agressores, afirmou Miguel Díaz-Canel.
Presidente de Cuba decreta luto pelos 32 cubanos mortos durante sequestro de Nicolás MaduroAP / /Ramon Espinosa

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, decretou dois dias de luto nacional pelos 32 concidadãos mortos enquanto defendiam o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa do sequestro por "terroristas em uniforme imperial". Os combatentes, esclareceu, ajudavam a proteger a liderança venezuelana a pedido do país sul-americano.

"Compartilho a dor e a indignação com nosso povo e, especialmente, com os entes queridos de nossos corajosos companheiros", escreveu o presidente cubano no X neste domingo (04).

Os falecidos cumpriam missões em representação das Forças Armadas Revolucionárias e do Ministério do Interior, a pedido de órgãos homólogos do país sul-americano. Essas pessoas, explicou Díaz-Canel, realizavam seu trabalho "com dignidade e heroísmo" e caíram "após resistência ferrenha, em combate direto contra os agressores ou como resultado dos bombardeios às instalações".

As bandeiras cubanas ficarão a meio mastro das 6h da manhã do dia 5 de janeiro (hora local) até o final do dia 6 de janeiro.

  • O presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram sequestrados durante o ataque dos Estados Unidos que, entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado, atingiu Caracas e os estados de Miranda, La Guaira e Aragua.
  • O líder e sua esposa foram transferidos por militares dos Estados Unidos para Nova York, onde deram entrada no Centro de Detenção Metropolitano, uma prisão federal localizada no bairro do Brooklyn, conhecida por já ter abrigado detentos de alto perfil como "El Chapo", Ghislaine MaxwellLuigi MangioneP. Diddy e Sam Bankman-Fried.

  • A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondiafirmou que Maduro e Flores "em breve enfrentarão a ira da Justiça norte-americana em solo norte-americano e em tribunais norte-americanos".

  • Após os ataques aéreos em larga escala contra a Venezuela, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que Washington passará a conduzir a política no país até que a Casa Branca considere possível "fazer uma transição segura". "Não podemos correr o risco de que outra pessoa assuma o controle da Venezuela", afirmou.
  • Por sua vez, o Governo venezuelano classificou as ações de Washington como uma"gravíssima agressão militar". Caracas advertiu que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular de seu petróleo e de seus minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".

  • O Tribunal Supremo de Justicia determinou que a vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, assuma como encarregada da Presidência enquanto o mandatário venezuelano permanecer sequestrado.