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Venezuela cria comissão especial para libertação de Maduro e sua esposa

O organismo será presidido pelo presidente da Assembleia Nacional da nação sul-americana, Jorge Rodríguez.
Venezuela cria comissão especial para libertação de Maduro e sua esposaJesus Vargas / Stringer / Gettyimages.ru

A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, criou uma comissão de alto nível para a libertação do presidente da nação sequestrado pelos Estados Unidos, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, segundo anunciou no domingo (4) o ministro da Comunicação e Informação da Venezuela, Freddy Ñáñez.

O organismo será presidido pelo presidente da Assembleia Nacional da nação sul-americana, Jorge Rodríguez, e contará com a participação do chanceler Yván Gil, da vice-ministra para a Comunicação Internacional, Camilla Fabri, e do próprio ministro da Comunicação e Informação, Freddy Ñáñez.

  • O presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram sequestrados durante o ataque dos Estados Unidos que, entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado, atingiu Caracas e os estados de Miranda, La Guaira e Aragua.
  • O líder e sua esposa foram transferidos por militares dos Estados Unidos para Nova York, onde deram entrada no Centro de Detenção Metropolitano, uma prisão federal localizada no bairro do Brooklyn, conhecida por já ter abrigado detentos de alto perfil como "El Chapo", Ghislaine Maxwell, Luigi Mangione, P. Diddy e Sam Bankman-Fried.

  • A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, afirmou que Maduro e Flores "em breve enfrentarão a ira da Justiça norte-americana em solo norte-americano e em tribunais norte-americanos".

  • Após os ataques aéreos em larga escala contra a Venezuela, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que Washington passará a conduzir a política no país até que a Casa Branca considere possível "fazer uma transição segura". "Não podemos correr o risco de que outra pessoa assuma o controle da Venezuela", afirmou.
  • Por sua vez, o Governo venezuelano classificou as ações de Washington como uma"gravíssima agressão militar". Caracas advertiu que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular de seu petróleo e de seus minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".

  • O Tribunal Supremo de Justicia determinou que a vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, assuma como encarregada da Presidência enquanto o mandatário venezuelano permanecer sequestrado.