
Trump acusa Petro de produzir cocaína e não descarta operação na Colômbia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a acusar o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, de envolvimento com a produção de cocaína e afirmou não descartar uma operação militar contra o país. A declarações foram feitas neste domingo (4) a repórteres a bordo do avião presidencial.

No sábado (3), os Estados Unidos realizaram uma operação militar na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
"A Colômbia também está doente, liderada por um homem doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos. Mas ele não poderá fazer isso por muito mais tempo", disse Trump.
Ao ser questionado se a declaração significava que haveria uma operação dos norte-americana na Colômbia, Trump respondeu: "Para mim, parece ótimo."
Sem apresentar provas, o presidente afirmou também que o Petro "tem fábricas de cocaína", e reiterou a ameaça que fez no sábado (3), quando advertiu o presidente colombiano de que "ele precisa ficar de olho no próprio traseiro".
Apenas algumas horas após a agressão militar contra Caracas, o mandatário americano apontou a Colômbia como um dos países que poderiam ser o próximo alvo de Washington em sua suposta luta contra o narcotráfico.
Conflito entre Trump e Petro
Há vários meses, os dois presidentes vêm trocando farpas verbais. Petro rejeitou e criticou as ações dos EUA no Caribe, onde, sob o pretexto do combate às drogas, Washington implementou um amplo deslocamento militar e bombardeou dezenas de embarcações, matando inúmeras pessoas.
O presidente colombiano classificou essas ações como "execuções extrajudiciais". As operações, que também se estenderam ao Pacífico, culminaram no ataque à Venezuela na madrugada de sábado.
Em meio aos conflitos, em outubro de 2025, Petro foi sancionado pelos EUA, sendo adicionado ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro. Ele foi acusado de supervisionar um período durante o qual a produção de cocaína "disparou para o nível mais alto em décadas".
Além disso, em dezembro, Trump afirmou que qualquer pessoa que fabrique drogas e as venda para os estados Unidos está sujeita a agressão, incluindo a Colômbia.
Em resposta, Petro o convidou a visitar o país para testemunhar e participar da destruição de laboratórios de narcotráfico. Segundo o presidente colombiano, em seu país, sob sua administração, pelo menos nove desses locais são destruídos diariamente "para impedir que a cocaína chegue aos EUA".

