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Trump afirma que os Estados Unidos agora têm controle sobre a Venezuela

O presidente norte-americano declarou ainda que a questão é "muito polêmica".
Trump afirma que os Estados Unidos agora têm controle sobre a VenezuelaAP / Alex Brandon

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste domingo (4) que seu país agora tem controle sobre a Venezuela.

Em declarações à imprensa a bordo do Air Force One, o mandatário foi questionado sobre o assunto.

"Não me perguntem quem está no comando, porque se eu responder, será muito polêmico", afirmou ele.

O repórter responsável pela pergunta questionou o que a declaração significava.

"Significa que nós estamos no comando", respondeu Trump.

'Agressão militar gravíssima'

  • No sábado (3), os Estados Unidos lançaram uma grande ofensiva militar em território venezuelano, afetando a cidade de Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. A operação terminou com a captura do presidente do país, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores.
  • Caracas descreveu as ações de Washington como uma "agressão militar gravíssima" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão o de se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela, particularmente seu petróleo e minerais, numa tentativa de quebrar à força a independência política do país".
  • Após a prisão de Maduro, que o governo venezuelano chamou de "sequestro", a Suprema Corte de Justiça da Venezuela ordenou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assumisse a presidência.
  • O presidente e a primeira-dama da Venezuela foram transferidos para os Estados Unidos e estão atualmente detidos no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, aguardando julgamento por "conspiração narcoterrorista, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos".
  • Diversos países ao redor do mundo, incluindo a Rússia, pediram a libertação de Maduro e de sua esposa. Moscou condenou o ataque e afirmou que a Venezuela deve ter o direito de decidir seu próprio destino sem qualquer interferência estrangeira.