O governo da Nicarágua lamentou neste domingo (4) o colapso da paz na América Latina como resultado do ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e exigiu a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Ambos foram capturados e transferidos ilegalmente para território americano no sábado, sob acusações infundadas de tráfico de drogas.
"Unimo-nos ao apelo da vice-presidente da Venezuela, a camarada Delcy Rodríguez, para defender a verdade, a justiça e a vida, e para exigir a libertação imediata do Presidente da República Bolivariana da Venezuela, o camarada Nicolás Maduro Moros, e de sua esposa, a camarada Cilia Flores", declarou o co-ministro das Relações Exteriores da Nicarágua, Valdrack Jaentschke, durante participação na cúpula extraordinária da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC).
Ele também enfatizou que Manágua continuará lutando "para garantir que o direito internacional e a soberania prevaleçam".
O co-chanceler exigiu garantias do organismo multilateral de "respeito à soberania da República Bolivariana da Venezuela", em sua condição de "membro pleno" da CELAC.
Jaentschke se referiu ao "respeito pelo direito internacional e pelos princípios e fundamentos que regem a Carta da ONU, como a igualdade soberana dos Estados, o direito à autodeterminação, a integridade territorial e a não interferência em assuntos internos".
O alto funcionário reiterou também a importância de manter a região da América Latina e do Caribe "como uma zona de paz e desenvolvimento", na qual o "desejo" popular de construir um mundo mais justo, solidário e equitativo possa se concretizar .
"A paz foi profundamente ferida, e a família humana, a comunidade das nações, os povos do mundo, exigem que a paz seja restaurada como um reflexo absoluto da dignidade dos povos", concluiu Jaentschke.
Anteriormente, a Nicarágua condenou a intervenção militar dos EUA contra a Venezuela e exigiu respeito à soberania do país. Em comunicado, o governo declarou que Manágua continuará "lutando para defender o direito internacional e a soberania".