
Ataque dos EUA contra a Venezuela deixou 80 mortos, entre civis e militares - imprensa

O número de mortos em decorrência do ataque dos Estados Unidos à Venezuela subiu para 80 pessoas, entre civis e militares, segundo um alto funcionário venezuelano citado pelo jornal The New York Times.
Horas antes, o jornal norte-americano havia informado que o total de vítimas fatais chegava a pelo menos 40, com base em dados preliminares fornecidos pelo mesmo alto funcionário venezuelano.

Até o momento, o governo do país sul-americano não divulgou um balanço oficial de mortos ou feridos. No entanto, a vice-presidente Delcy Rodríguez, designada pelo Tribunal Supremo de Justiça como presidente interina, confirmou a existência de vítimas fatais entre soldados e civis durante a agressão.
Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou no sábado que houve feridos, mas nenhuma morte entre as forças norte-americanas.
Ele também afirmou que nenhuma aeronave foi perdida e que apenas um helicóptero sofreu "danos significativos", mas acabou sendo recuperado.
Os Estados Unidos realizaram no sábado (3) um ataque "em grande escala" em território venezuelano que, segundo o Governo do país sul-americano, atingiu a capital, Caracas, e os estados de Miranda, La Guaira e Aragua, deixando vítimas fatais entre militares e civis. Caracas classificou a operação como uma "gravíssima agressão militar".
Após a detenção do presidente Nicolás Maduro, qualificada pelo Governo venezuelano como um "sequestro", o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma interinamente a Presidência.
O mandatário venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores, foram transferidos para os Estados Unidos e estão atualmente detidos em Nova York, à espera de julgamento por "conspiração narcoterrorista, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos".
Diversos países ao redor do mundo, entre eles a Rússia, instaram à libertação de Maduro e de sua esposa. Moscou repudiou o ataque e afirmou que a Venezuela deve ter o direito de decidir seu próprio destino sem qualquer tipo de intervenção externa.
