Os governos do Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai divulgaram, neste domingo (4), um comunicado conjunto criticando as ações dos Estados Unidos na Venezuela. Segundo o texto, essas iniciativas violam o direito internacional, constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regional e colocam em risco a população civil.
Na nota, os países afirmam que a situação na Venezuela deve ser resolvida pelo próprio povo venezuelano e "exclusivamente por vias pacíficas, por meio do diálogo e da negociação, sem ingerências externas e em conformidade com o direito internacional".
As nações reiteram que a América Latina e o Caribe são uma zona de paz e fazem um apelo à "unidade regional, para além das diferenças políticas". Isso se torna especialmente importante ao considerar que governos latino-americanos mais à direita — do Equador, Argentina, Paraguai, Panamá e do Chile (presidente eleito) — manifestaram apoio às ações do governo Trump.
Nesse contexto, o comunicado faz um apelo à Organização das Nações Unidas (ONU) e aos Estados-membros dos mecanismos multilaterais pertinentes para que "façam uso de seus bons ofícios a fim de contribuir para a desescalada das tensões e a preservação da paz regional.
Por último, os países manifestam sua "preocupação" diante das tentativas de apropriação externa e de controle governamental dos recursos naturais ou estratégicos da Venezuela. No dia anterior, o presidente Donald Trump afirmou que seu país governaria a Venezuela e que Washington estaria "fortemente envolvida" no setor petrolífero do país.