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Papa Leão XIV pede paz e respeito à soberania da Venezuela após agressão dos EUA

O pontífice ainda pediu a construção de "um futuro sereno de colaboração, estabilidade e harmonia, com atenção especial aos mais pobres".
Papa Leão XIV pede paz e respeito à soberania da Venezuela após agressão dos EUAElisabetta Trevisan / Vatican Media / Gettyimages.ru

O papa Leão XIV afirmou neste domingo que acompanha "com grande preocupação a evolução da situação na Venezuela" e fez um apelo ao respeito aos direitos humanos e civis, além de defender o Estado de direito previsto na Constituição venezuelana, após a agressão dos Estados Unidos contra o país.

"O bem do povo venezuelano deve prevalecer acima de qualquer outra coisa, superando a violência e abrindo caminhos de justiça e paz, garantindo a soberania da nação", disse o pontífice em mensagem após o Angelus na Praça de São Pedro.

Ele ainda pediu a construção de "um futuro sereno de colaboração, estabilidade e concórdia, com atenção especial aos mais pobres".

  • Os Estados Unidos realizaram no sábado (3) um ataque "em grande escala" em território venezuelano que, segundo o Governo do país sul-americano, atingiu a capital, Caracas, e os estados de MirandaLa Guaira e Aragua, deixando vítimas fatais entre militares e civis. Caracas classificou a operação como uma "gravíssima agressão militar".

  • Após a detenção do presidente Nicolás Maduro, qualificada pelo Governo venezuelano como um "sequestro", o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma interinamente a Presidência.

  • O mandatário venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores, foram transferidos para os Estados Unidos e estão atualmente detidos em Nova York, à espera de julgamento por "conspiração narcoterrorista, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos".

  • Diversos países ao redor do mundo, entre eles a Rússia, instaram à libertação de Maduro e de sua esposa. Moscou repudiou o ataque e afirmou que a Venezuela deve ter o direito de decidir seu próprio destino sem qualquer tipo de intervenção externa.