
Axios: Exército dos EUA está preparado para possível nova ordem de ataque à Venezuela

O Exército dos Estados Unidos está em alerta caso o presidente Donald Trump considere "necessário" um novo ataque à Venezuela, informou neste domingo o Axios, segundo um funcionário americano que prefere não se identificar.

De acordo com o veículo, o governo dos EUA decidiu manter suas interações com autoridades atuais em Caracas, mas o Exército seguirá adotando uma postura de força.
Durante o ataque realizada neste sábado pelas Forças Armadas dos EUA contra a Venezuela, o presidente Nicolás Maduro foi sequestrado em uma ação ao amanhecer. O Axios relata que um pequeno grupo da CIA passou meses monitorando seus hábitos, o que facilitou a operação.
Enquanto isso, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma, de forma interina, a Presidência do país enquanto Maduro permanece sequestrado.
Por sua vez, o governo dos EUA planeja consultar executivos do setor petrolífero sobre a expansão da produção venezuelana. Segundo o funcionário citado pelo Axios, os ataques a supostas "narcolanchas" continuarão sendo realizados.
Os Estados Unidos realizaram no sábado (3) um ataque "em grande escala" em território venezuelano que, segundo o Governo do país sul-americano, atingiu a capital, Caracas, e os estados de Miranda, La Guaira e Aragua, deixando vítimas fatais entre militares e civis. Caracas classificou a operação como uma "gravíssima agressão militar".
Após a detenção do presidente Nicolás Maduro, qualificada pelo Governo venezuelano como um "sequestro", o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma interinamente a Presidência.
O mandatário venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores, foram transferidos para os Estados Unidos e estão atualmente detidos em Nova York, à espera de julgamento por "conspiração narcoterrorista, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos".
Diversos países ao redor do mundo, entre eles a Rússia, instaram à libertação de Maduro e de sua esposa. Moscou repudiou o ataque e afirmou que a Venezuela deve ter o direito de decidir seu próprio destino sem qualquer tipo de intervenção externa.
