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Enviado de Putin revela o verdadeiro objetivo dos EUA no ataque à Venezuela

O presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos estarão "fortemente envolvidos" no setor petrolífero do país sul-americano.
Enviado de Putin revela o verdadeiro objetivo dos EUA no ataque à VenezuelaImagem criada por inteligência artificial

O enviado especial da Presidência russa e diretor-geral do Fundo Russo de Investimento Direto, Kirill Dmitriev, apontou o verdadeiro objetivo do ataque dos EUA à Venezuela, que neste sábado culminou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa.

"Petróleo", escreveu o alto funcionário russo em sua conta no X, acompanhando a mensagem com um montagem em que soldados americanos erguem uma torre de petróleo na Venezuela, em referência à famosa fotografia de 1945 "Iwo Jima".

Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à Fox News que o país estará "fortemente envolvido" no setor petrolífero da Venezuela após a captura do presidente venezuelano.

  • Os Estados Unidos realizaram no sábado (3) um ataque "em grande escala" em território venezuelano que, segundo o Governo do país sul-americano, atingiu a capital, Caracas, e os estados de MirandaLa Guaira e Aragua, deixando vítimas fatais entre militares e civis. Caracas classificou a operação como uma "gravíssima agressão militar".

  • Após a detenção do presidente Nicolás Maduro, qualificada pelo Governo venezuelano como um "sequestro", o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma interinamente a Presidência.

  • O mandatário venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores, foram transferidos para os Estados Unidos e estão atualmente detidos em Nova York, à espera de julgamento por "conspiração narcoterrorista, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos".

  • Diversos países ao redor do mundo, entre eles a Rússia, instaram à libertação de Maduro e de sua esposa. Moscou repudiou o ataque e afirmou que a Venezuela deve ter o direito de decidir seu próprio destino sem qualquer tipo de intervenção externa.