
EUA aponta quem liderará a Venezuela sob seu comando

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, teria sido designado para assumir o papel de líder no controle, ilegitimo, que Washington pretende exercer sobre a Venezuela, informou a Bloomberg neste domingo, citando um funcionário americano em caráter anônimo.

Segundo o veículo, "um funcionário dos EUA disse que o secretário de Estado, Marco Rubio, que dedicou sua carreira a criticar Maduro e seu antecessor, Hugo Chávez, assumiria o comando da administração".
A declaração ocorre poucas horas depois de o presidente americano, Donald Trump, afirmar que os EUA planejam "governar" a Venezuela após o sequestro do presidente Nicolás Maduro pelas Forças Armadas dos EUA.
Vale lembrar que, após a captura de Maduro, o Tribunal Supremo venezuelano concedeu todos os poderes presidenciais de forma interina à vice-presidente Delcy Rodríguez, que denunciou a ação americana como "bárbara".
Segundo Trump, os EUA teriam "presença na Venezuela no setor petrolífero". Analistas apontam que a estratégia inicial seria controlar Rodríguez e seu entorno "por meio de incentivos e punições" para obter os resultados desejados, sem um plano detalhado para envio de tropas.
O presidente americano também alertou para possíveis novos ataques caso não haja cooperação: "O que aconteceu com Maduro pode acontecer com eles". O objetivo declarado é que grandes petrolíferas dos EUA atuem na indústria venezuelana, gerando receita e garantindo que o país "seja governado adequadamente".
Os Estados Unidos realizaram no sábado (3) um ataque "em grande escala" em território venezuelano que, segundo o Governo do país sul-americano, atingiu a capital, Caracas, e os estados de Miranda, La Guaira e Aragua, deixando vítimas fatais entre militares e civis. Caracas classificou a operação como uma "gravíssima agressão militar".
Após a detenção do presidente Nicolás Maduro, qualificada pelo Governo venezuelano como um "sequestro", o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma interinamente a Presidência.
O mandatário venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores, foram transferidos para os Estados Unidos e estão atualmente detidos em Nova York, à espera de julgamento por "conspiração narcoterrorista, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos".
Diversos países ao redor do mundo, entre eles a Rússia, instaram à libertação de Maduro e de sua esposa. Moscou repudiou o ataque e afirmou que a Venezuela deve ter o direito de decidir seu próprio destino sem qualquer tipo de intervenção externa.

