Comida, roupas e até animais de estimação: como os Estados Unidos monitoraram Maduro por meses

"Entre o Natal e o Ano Novo, homens e mulheres do Exército dos EUA permaneceram atentos, esperando o momento certo para agir", afirmou Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA.

Agentes de inteligência dos Estados Unidos passaram meses analisando a comida, os animais de estimação, as roupas e outros detalhes da vida cotidiana do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, para planejar sua captura, disse neste sábado (3) o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Dan Caine.

Em coletiva de imprensa, Caine explicou que os agentes investigaram minuciosamente os movimentos e hábitos do mandatário para garantir o sucesso da operação.

"Após meses de trabalho de nossa equipe de inteligência para localizar Maduro e entender como ele se movimentava, onde morava, para onde viajava, o que comia, o que vestia e quais eram seus animais de estimação", revelou Caine.

Ele acrescentou que, no início de dezembro, as forças americanas estavam prontas, "à espera de uma série de acontecimentos alinhados", e que a prioridade era "escolher o dia certo" para minimizar riscos à população civil e maximizar o elemento surpresa, além de reduzir o perigo para Maduro e sua esposa, Cilia Flores, "para que possam ser levados à Justiça".

"Durante as semanas entre o Natal e o Ano Novo, homens e mulheres do Exército dos EUA permaneceram preparados, esperando pacientemente que as condições ideais surgissem e que o presidente nos autorizasse a agir", contou o chefe militar.

Réplica da casa de Maduro


Trump, por sua vez, afirmou que os militares americanos construíram uma réplica exata da casa de Maduro, "com todos os cofres e aço por toda parte". "Havia portas de aço e um espaço de segurança reforçado em toda a residência. Eles tentaram acessar a área, mas foram surpreendidos rapidamente. Estávamos preparados, com maçaricos e tudo o que seria necessário para atravessar o aço, mas não precisou, ele [Nicolás Maduro] nem chegou a essa parte da casa”, disse.

Questionado sobre onde estava Maduro durante a operação, o presidente americano afirmou que ele se encontrava "em um lugar extremamente protegido, como uma fortaleza".