As autoridades venezuelanas mantêm a situação sob controle em Caracas, após a capital e outras cidades do país serem atacadas pelos Estados Unidos neste sábado, afirmou à RT o embaixador russo na cidade, Sergey Melik-Bagdasarov.
"A situação em Caracas está tranquila e totalmente sob controle. No entanto, as ruas estão estranhamente vazias, algo incomum para um fim de semana", disse o diplomata.
Ele disse que muitos moradores ainda estão em estado de choque pela violência ocorrida ontem à noite e continuam acompanhando as notícias, que seguem bastante alarmantes.
Mesmo assim, a embaixada alertou os cidadãos russos no país para evitar locais movimentados, bem como áreas próximas a instalações militares, de energia e de comunicação, que podem ser alvos em caso de novos ataques.
Os Estados Unidos realizaram no sábado (3) um ataque "em grande escala" em território venezuelano que, segundo o Governo do país sul-americano, atingiu a capital, Caracas, e os estados de Miranda, La Guaira e Aragua, deixando vítimas fatais entre militares e civis. Caracas classificou a operação como uma "gravíssima agressão militar".
Após a detenção do presidente Nicolás Maduro, qualificada pelo Governo venezuelano como um "sequestro", o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma interinamente a Presidência.
O mandatário venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores, foram transferidos para os Estados Unidos e estão atualmente detidos em Nova York, à espera de julgamento por "conspiração narcoterrorista, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos".
Diversos países ao redor do mundo, entre eles a Rússia, instaram à libertação de Maduro e de sua esposa. Moscou repudiou o ataque e afirmou que a Venezuela deve ter o direito de decidir seu próprio destino sem qualquer tipo de intervenção externa.