Número de mortos na chacina contra civis em Kherson sobe para 29

Ataque com drones ucranianos na noite de Ano Novo deixou 29 mortos, incluindo duas crianças, e mais de 60 feridos.

O número de mortos no ataque ucraniano contra civis na cidade de khorly, na província russa de Kherson, na noite de Ano Novo, subiu para 29, informou neste domingo o Comitê de Investigação da Rússia.

O órgão informou que exames genéticos estão sendo feitos para identificar as vítimas. Até agora, 12 pessoas já foram identificadas.

O ataque, ocorrido na noite de 1º de janeiro, envolveu drones ucranianos carregados com munição que atingiram uma cafeteria e um hotel na vila de khorly.

A investigação aponta que pelo menos 60 pessoas ficaram feridas. Até o momento, 29 mortes foram confirmadas, incluindo duas crianças. Segundo o comunicado, 15 pessoas seguem internadas, três delas em estado grave.

''Caráter bestial''

De acordo com dados de investigação, três veículos aéreos foram usados para atacar uma cafeteria e um hotel na cidade de khorly, na costa do Mar Negro, durante a celebração do Ano Novo. Um dos drones carregava uma mistura inflamável. Muitos civis morreram queimados vivos.

O governador local, Vladimir Saldo, repassou as informações sobre a tragédia ao presidente do país, Vladimir Putin.

Saldo comparou o episódio ao incêndio da Casa dos Sindicatos de Odessa, em 2014, quando grupos neonazistas ucranianos incendiaram deliberadamente o prédio onde estavam cidadãos contrários ao golpe de Estado e às novas autoridades de Kiev, após confrontos com radicais.

Por sua vez, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que as ações do regime de Kiev revelam seu "caráter bestial", marcado pelo "ódio neonazista, pela crescente desumanização e pela profanação do que é sagrado", características que, segundo ela, são inerentes ao regime e a seus colaboradores.