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China insta os EUA a garantir a segurança pessoal e libertar 'imediatamente' Maduro e sua esposa

Pequim manifesta "grave preocupação" com a ação de Washington, exige a libertação imediata do presidente venezuelano.
China insta os EUA a garantir a segurança pessoal e libertar 'imediatamente' Maduro e sua esposaAndy Wong-Pool / Gettyimages.ru

A China instou os Estados Unidos a garantirem a segurança pessoal do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, após a captura do casal por forças norte-americanas e sua retirada do território venezuelano.

Em nota oficial emitida na manhã deste domingo (4), o Ministério das Relações Exteriores da China declarou acompanhar o caso com "grande preocupação" e condenou a ação de Washington como uma clara violação do direito internacional.

O órgão também afirmou que os EUA devem garantir a segurança de Nicolás Maduro e de sua esposa, libertá-los imediatamente, cessar as tentativas de derrubar o governo venezuelano e resolver as divergências por meio do diálogo e da negociação.

O comunicado também ressaltou que a ação dos EUA "viola claramente o direito internacional, as normas básicas das relações internacionais e os princípios e objetivos da Carta das Nações Unidas". Pequim destacou ainda que diversos países já manifestaram oposição à medida adotada por Washington e reiterou sua defesa da soberania da Venezuela, do princípio da não intervenção e da resolução de conflitos por meios diplomáticos.

  • Os Estados Unidos realizaram no sábado (3) um ataque "em grande escala" em território venezuelano que, segundo o Governo do país sul-americano, atingiu a capital, Caracas, e os estados de MirandaLa Guaira e Aragua, deixando vítimas fatais entre militares e civis. Caracas classificou a operação como uma "gravíssima agressão militar".

  • Após a detenção do presidente Nicolás Maduro, qualificada pelo Governo venezuelano como um "sequestro", o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma interinamente a Presidência.

  • O mandatário venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores, foram transferidos para os Estados Unidos e estão atualmente detidos em Nova York, à espera de julgamento por "conspiração narcoterrorista, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos".

  • Diversos países ao redor do mundo, entre eles a Rússia, instaram à libertação de Maduro e de sua esposa. Moscou repudiou o ataque e afirmou que a Venezuela deve ter o direito de decidir seu próprio destino sem qualquer tipo de intervenção externa.