Notícias

Itália diz que ação militar dos EUA contra a Venezuela não é adequada, mas 'legítima' e 'defensiva'

O governo de Giorgia Meloni manifestou também seu apoio a uma "transição democrática" em Caracas.
Itália diz que ação militar dos EUA contra a Venezuela não é adequada, mas 'legítima' e 'defensiva'Gettyimages.ru / Massimo Di Vita/Archivio Massimo Di Vita/Mondadori Portfolio

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, classificou neste sábado como 'legítima' e 'defensiva' a intervenção militar dos Estados Unidos contra a Venezuela. A operação norte-americana culminou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores.

Em comunicado, a premiê citou acusações feitas por Washington contra Maduro sobre tráfico de drogas.

"Em consonância com a posição de longa data da Itália, o governo não considera a ação militar externa a forma adequada para pôr fim a regimes totalitários. Contudo, ao mesmo tempo, considera legítimas as ações defensivas contra ataques híbridos à segurança, como os perpetrados por entidades estatais que alimentam e facilitam o tráfico de drogas", diz um trecho do comunicado.

Maduro negou as acusações da Casa Branca e denunciou, por diversas vezes, que o verdadeiro objetivo dos Estados Unidos é uma "mudança de regime" para se apoderar da imensa riqueza de petróleo e gás da Venezuela.

O governo italiano afirmou também que "sempre apoiou a aspiração do povo venezuelano por uma transição democrática" de poder em Caracas.

'Agressão militar gravíssima'

  • O governo venezuelano classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar". Caracas advertiu que o objetivo dos ataques "não é outro senão se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular de seu petróleo e de seus minerais, tentando quebrar pela força a independência política da Nação".
  • A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, exigiu "a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa". Ela acrescentou que Maduro é o "único presidente da Venezuela".
  • Muitos países ao redor do mundo, entre eles a Rússia, instaram à libertação de Maduro e de sua esposa. Moscou repudiou o ataque e afirmou que a Venezuela deve ter o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa.