O novo prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, criticou neste sábado (2) os ataques norte-americanos contra a Venezuela, afirmando que as ações violam tanto o direito internacional quanto as próprias leis dos Estados Unidos.
"Atacar unilateralmente uma nação soberana é um ato de guerra e uma violação do direito federal e internacional", escreveu o político em uma publicação na rede social X.
Na sequência, ele afirmou que a intenção de Trump de mudar o regime soberano do país ''não afeta apenas aqueles que estão no exterior, mas impacta diretamente os nova-iorquinos, incluindo dezenas de milhares de venezuelanos que consideram esta cidade seu lar".
"Meu foco é a segurança deles e a segurança de todos os nova-iorquinos, e minha administração continuará monitorando a situação e emitindo orientações pertinentes", concluiu Mamdani.
As declarações se mostram particularmente importantes, considerando que os planos do governo Trump envolvem prender Maduro e sua esposa em uma prisão federal na cidade de Nova York, além de submetê-lo à Justiça do estado homônimo.
Agressão militar gravíssima
O governo da Venezuela se pronunciou neste sábado (3) após o primeiro ataque aéreo perpetrado pelos EUA contra a capital Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, classificado como uma "agressão militar gravíssima".
"Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente de seus Artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, a igualdade jurídica dos Estados e a proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, particularmente na América Latina e no Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas", diz o comunicado oficial.
Caracas alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em especial do petróleo e dos minerais, tentando quebrar à força a independência política da nação".