Trump afirma que um ataque como o da Venezuela 'não se via desde a Segunda Guerra Mundial'

Presidente dos EUA destaca êxito da ação militar contra Venezuela e afirma que resultado foi obtido "da noite para o dia".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu uma coletiva de imprensa neste sábado (3) após uma operação militar em larga escala realizada por tropas norte-americanas contra a Venezuela. O mandatário norte-americano descreveu a ofensiva como uma das maiores já conduzidas pelos EUA desde meados do século passado.

"Uma operação como a realizada na Venezuela não se via desde a Segunda Guerra Mundial", declarou Trump ao abrir seu discurso.

O presidente ressaltou que os resultados foram alcançados "da noite para o dia", e destacou a "velocidade, potência, precisão e competência impressionantes" com que o ataque foi executado. "Raramente se vê algo assim", afirmou.

De acordo com Trump, o êxito da ação foi possível devido à capacidade das Forças Armadas dos Estados Unidos. "Temos o Exército mais forte e temível do planeta", disse. O presidente também atribuiu o sucesso ao arsenal militar do país. "Contamos com o melhor equipamento do mundo", completou.

"Agressão militar extremamente grave"

O governo venezuelano classificou o ataque aéreo, ocorrido neste sábado em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, como uma "agressão militar muito grave".

Em comunicado, Caracas afirmou que a ação constitui uma violação da Carta das Nações Unidas, especialmente dos Artigos 1 e 2, que garantem soberania e proíbem o uso da força, e alertou que tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, principalmente na América Latina e no Caribe.

Explosões foram ouvidas em várias partes da capital nas primeiras horas da manhã, e helicópteros foram vistos sobrevoando a cidade. Segundo o governo, o objetivo dos ataques seria se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela, especialmente petróleo e minerais, em uma tentativa de violar a soberania do país.

Apesar da pressão, a Venezuela garantiu que os EUA "não terão sucesso. Após mais de duzentos anos de independência, o povo e seu governo legítimo permanecem firmes na defesa de sua soberania e do direito de decidir seu próprio destino". Caracas alertou que tentativas de impor uma "mudança de regime" fracassarão, assim como todas as anteriores. 

Agressões dos EUA