Procuradora-geral dos EUA divulga acusação formal contra Maduro e sua esposa

Segundo o documento, o presidente venezuelano é acusado de associação a "alguns dos narcotraficantes e narcoterroristas mais violentos e prolíficos do mundo".

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, divulgou neste sábado (3) a acusação formal contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores.

"[Nicolás] Maduro Moros e seus co-conspiradores se associaram por décadas a alguns dos narcotraficantes e narcoterroristas mais violentos e prolíficos do mundo e contaram com a ajuda de funcionários corruptos em toda a região para distribuir toneladas de cocaína nos Estados Unidos", diz o documento.

Além do presidente venezuelano e da primeira-dama, entre os acusados estão o ministro do Interior, Justiça e Paz, Diosdado Cabello Rondón; o ex-ministro do Interior e Justiça, Ramón Rodríguez Chacín; o filho de Maduro e deputado da Assembleia Nacional, Nicolás Ernesto Maduro Guerra; e o líder do já dissolvido grupo criminoso Tren de Aragua (TdA), Héctor Rusthenford Guerrero Flores.

"Agressão militar extremamente grave"

O governo venezuelano classificou o ataque aéreo, ocorrido neste sábado em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, como uma "agressão militar extremamente grave".

Em comunicado, Caracas afirmou que a ação constitui uma violação da Carta das Nações Unidas, especialmente dos Artigos 1 e 2, que garantem soberania e proíbem o uso da força, e alertou que tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, principalmente na América Latina e no Caribe.

Explosões foram ouvidas em várias partes da capital nas primeiras horas da manhã, e helicópteros foram vistos sobrevoando a cidade. Segundo o governo, o objetivo dos ataques seria se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela, especialmente petróleo e minerais, em uma tentativa de violar a soberania do país.

Apesar da pressão, a Venezuela garantiu que os EUA "não terão sucesso. Após mais de duzentos anos de independência, o povo e seu governo legítimo permanecem firmes na defesa de sua soberania e do direito de decidir seu próprio destino". Caracas alertou que tentativas de impor uma "mudança de regime" fracassarão, assim como todas as anteriores. 

Agressões dos EUA