Rússia insta EUA a libertarem Maduro e sua esposa

A vice-presidente venezuelana pediu que Washington apresente uma "prova de vida" de Nicolás Maduro e Cilia Flores.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia se posicionou contra os ataques dos Estados Unidos à Venezuela na madrugada deste sábado (3) e pediu que Washington liberte o presidente Nicolás Maduro e sua esposa.

"Instamos veementemente as autoridades americanas a reverem sua posição e libertarem o presidente legitimamente eleito de um país soberano e sua esposa", disse o comunicado publicado no Telegram. 

A chancelaria russa enfatizou a necessidade de "criar as condições para resolver qualquer conflito existente entre os Estados Unidos e a Venezuela por meio do diálogo".

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou a captura de Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, pelos EUA, e exigiu que Washington apresente uma "prova de vida imediata" do casal.

Agressão militar gravíssima

O governo da Venezuela se pronunciou no sábado (3) após o primeiro ataque aéreo perpetrado pelos EUA contra a capital Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, classificado como uma "agressão militar gravíssima".

"Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente de seus Artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, a igualdade jurídica dos Estados e a proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, particularmente na América Latina e no Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas", diz o comunicado oficial.

Caracas alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em especial do petróleo e dos minerais, tentando quebrar à força a independência política da nação".

Agressões dos EUA