China condena ataque dos EUA contra a soberania venezuelana

Em nota, Pequim afirmou que estar "profundamente chocada e condena veementemente o uso flagrante da força pelos EUA contra um Estado soberano e a ação contra seu presidente".

A China condenou os ataques dos EUA contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3) e pediu a Washington que "respeitem o direito internacional e os propósitos e princípios da Carta da ONU, e parem de violar a soberania e a segurança de outros países".

Em comunicado publicado no X, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou estar "profundamente chocado" e criticou o uso da força pelos EUA contra um Estado soberano e contra seu presidente.

"Tais atos hegemônicos dos EUA violam gravemente o direito internacional e a soberania da Venezuela, e ameaçam a paz e a segurança na América Latina e no Caribe. A China se opõe firmemente a isso", cita o comunicado.

Agressão militar gravíssima

O governo da Venezuela se pronunciou no sábado (3) após o primeiro ataque aéreo perpetrado pelos EUA contra a capital Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, classificado como uma "agressão militar gravíssima".

"Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente de seus Artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, a igualdade jurídica dos Estados e a proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, particularmente na América Latina e no Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas", diz o comunicado oficial.

Caracas alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em especial do petróleo e dos minerais, tentando quebrar à força a independência política da nação".

Agressões dos EUA