
Lavrov conversa com vice-presidente da Venezuela e expressa ''firme solidariedade' ao povo do país

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, conversou por telefone com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, após a agressão dos Estados Unidos contra o país caribenho, ocorrida na noite deste sábado.

Segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, o chanceler russo "expressou sua firme solidariedade ao povo venezuelano diante da agressão armada".
"A Rússia continuará apoiando a política do Governo bolivariano voltada à proteção dos interesses nacionais e da soberania do país", reiterou a Chancelaria. "As partes expressaram seu apoio para evitar uma nova escalada e encontrar uma saída para a situação por meio do diálogo", acrescenta o texto.
Além disso, o comunicado destaca que as partes "manifestaram seu compromisso mútuo de seguir fortalecendo a parceria estratégica integral entre a Rússia e a Venezuela".
"Agressão militar extremamente grave"
O governo venezuelano classificou o ataque aéreo, ocorrido neste sábado (3) em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, como uma "agressão militar muito grave".
Em comunicado, Caracas afirmou que a ação constitui uma violação da Carta das Nações Unidas, especialmente dos Artigos 1 e 2, que garantem soberania e proíbem o uso da força, e alertou que tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, principalmente na América Latina e no Caribe.
Explosões foram ouvidas em várias partes da capital nas primeiras horas da manhã, e helicópteros foram vistos sobrevoando a cidade. Segundo o governo, o objetivo dos ataques seria se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela, especialmente petróleo e minerais, em uma tentativa de violar a soberania do país.
Apesar da pressão, a Venezuela garantiu que os EUA "não terão sucesso. Após mais de duzentos anos de independência, o povo e seu governo legítimo permanecem firmes na defesa de sua soberania e do direito de decidir seu próprio destino". Caracas alertou que tentativas de impor uma "mudança de regime" fracassarão, assim como todas as anteriores.

