'Assisti como se fosse um programa de TV', afirma Trump, em exaltação do ataque à Venezuela

O presidente americano fez uma celebração de excepcionalidade militar do país, afirmando que "nenhum outro país na Terra capaz de realizar uma manobra como essa".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que acompanhou o ataque americano à Venezuela neste sábado (3) a partir de sua mansão em Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida.

"A equipe fez um trabalho incrível. Eles ensaiaram e treinaram como ninguém jamais havia feito", disse Trump em entrevista à Fox News.

Trump ainda glorificou os Estados Unidos em sua avaliação de excepcionalidade militar, enfatizando que "nenhum outro país na Terra capaz de realizar uma manobra como essa", descrevendo a experiência de testemunhar a intervenção "como se estivesse assistindo a um programa de TV".

O presidente descreveu a invasão a Caracas como uma operação militar de grande complexidade acompanhada por diversas pessoas, incluindo generais, em uma sala de monitoramento.

"Esperamos vários dias"

Trump revelou que os Estados Unidos haviam planejado a operação quatro dias antes, mas aguardaram o momento ideal para sua execução.

Ele acrescentou que Washington estava preparado para uma segunda onda de ataques contra a Venezuela, mas que ela não foi necessária. Segundo o presidente, nenhuma aeronave foi perdida durante a ofensiva e, embora alguns soldados tenham se ferido, não houve mortes, algo que considerou "verdadeiramente incrível".

Questionado sobre a posição do presidente venezuelano durante a operação, Trump afirmou que Nicolás Maduro estava em "um lugar muito bem protegido, como uma fortaleza".

"Agressão militar gravíssima"

O governo da Venezuela se pronunciou no sábado (3) após o primeiro ataque aéreo perpetrado pelos EUA contra a capital Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, classificado como uma "agressão militar gravíssima".

"Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente de seus Artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, a igualdade jurídica dos Estados e a proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, particularmente na América Latina e no Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas", diz o comunicado oficial.

Caracas alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em especial do petróleo e dos minerais, tentando quebrar à força a independência política da nação".

Agressões dos EUA