Ex-presidente russo comenta reação da Europa aos ataques à Venezuela: 'quase completo silêncio'

Dmitry Medvedev também ironizou a legitimidade do prêmio Nobel entregue à extremista Maria Corina Machado.

Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia e ex-presidente do país, comentou a reação tímida da chamada ''Europa democrática'' diante dos ataques norte-americanos contra a Venezuela neste sábado (3).

"Quase completo silêncio por parte da Europa democrática", afirmou Medvedev em entrevista à agência RIA Novosti.

Mais cedo, também à RIA Novosti, Medvedev ironizou a legitimidade do Prêmio Nobel da Paz, entregue à extremista venezuelana Maria Corina Machado:

"Amor garantido na América Latina, porque a Doutrina Monroe é muito popular lá. Em suma, outro passo brilhante em direção ao Nobel", disse Medvedev.

"Agressão militar extremamente grave"

O governo venezuelano classificou o ataque aéreo, ocorrido neste sábado (3) em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, como uma "agressão militar muito grave".

Em comunicado, Caracas afirmou que a ação constitui uma violação da Carta das Nações Unidas, especialmente dos Artigos 1 e 2, que garantem soberania e proíbem o uso da força, e alertou que tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, principalmente na América Latina e no Caribe.

Explosões foram ouvidas em várias partes da capital nas primeiras horas da manhã, e helicópteros foram vistos sobrevoando a cidade. Segundo o governo, o objetivo dos ataques seria se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela, especialmente petróleo e minerais, em uma tentativa de violar a soberania do país.

Apesar da pressão, a Venezuela garantiu que os EUA "não terão sucesso. Após mais de duzentos anos de independência, o povo e seu governo legítimo permanecem firmes na defesa de sua soberania e do direito de decidir seu próprio destino". Caracas alertou que tentativas de impor uma "mudança de regime" fracassarão, assim como todas as anteriores. 

Agressões dos EUA