Ex-presidente russo ironiza a hipocrisia europeia diante dos ataques contra Venezuela

Dmitry Medvedev criticou o "silêncio quase total" da União Europeia diante da agressão dos EUA à Venezuela, destacando a falta de posicionamento europeu sobre a crise.

A União Europeia manteve-se praticamente em silêncio sobre a agressão dos EUA contra a Venezuela, afirmou neste sábado (3) o ex-presidente da Rússia e atual vice-presidente do Conselho de Segurança Nacional, Dmitry Medvedev.

"Silêncio quase total na Europa democrática", observou Medvedev em entrevista à RIA Novosti.

Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram sequestrados e levados para fora do país. Em mensagem em sua plataforma de mídia social, Truth Social, ele confirmou que ordenou ataques aéreos "em larga escala" em vários locais da Venezuela.

A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, exigiu do governo dos EUA uma "prova imediata de vida" para Maduro e Flores, após confirmar a morte de soldados e civis durante a operação militar, que incluiu bombardeios em Caracas e em outros três estados.

Agressão militar gravíssima

O governo da Venezuela se pronunciou neste sábado (3) após o primeiro ataque aéreo perpetrado pelos EUA contra a capital Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, classificado como uma "agressão militar gravíssima".

"Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente de seus Artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, a igualdade jurídica dos Estados e a proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, particularmente na América Latina e no Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas", diz o comunicado oficial.

Caracas alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em especial do petróleo e dos minerais, tentando quebrar à força a independência política da nação".

Agressões dos EUA