O governo brasileiro discutirá, neste sábado (3), os desdobramentos dos ataques perpetrados pelos Estados Unidos contra a Venezuela, conforme apurado pela GloboNews.
A reunião está prevista para a manhã, no Palácio Itamaraty, em Brasília. Até o momento, não há confirmação oficial sobre quais ministros participarão do encontro nem sobre eventuais encaminhamentos após a conversa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se encontra na capital federal. Ele passa o fim de ano fora de Brasília, acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, na base militar da Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro.
Já o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, está em período de férias desde 21 de dezembro, com retorno previsto para o dia 6 de janeiro, conforme registro publicado no Diário Oficial da União.
Ataque e sequestro de Maduro
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que forças americanas realizaram, durante a madrugada, uma operação militar de grande escala na Venezuela. Segundo ele, a ação resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa.
"Os Estados Unidos realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que, juntamente com sua esposa, foi capturado e retirado do país", escreveu Trump em sua rede social Truth Social.
Agressões dos EUA
- Escalada militar: em agosto, os Estados Unidos enviaram navios de guerra, submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, sob o pretexto de "combater o narcotráfico". Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostas lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, matando dezenas de pessoas.
- Falsos pretextos: Washington acusou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sem provas ou fundamentação, de liderar um suposto "cartel de drogas". As mesmas acusações infundadas foram feitas contra o presidente colombiano Gustavo Petro, que condenou os ataques mortais contra embarcações nas águas da região.
- Infiltrações de inteligência: Donald Trump admitiu ter autorizado a CIA a realizar operações secretas em território venezuelano, em meados de outubro. Maduro indagou: "Alguém acredita que a CIA não opera na Venezuela há 60 anos? (...) [Que] não conspira contra o comandante Chávez e contra mim há 26 anos?", perguntou ele.
- Postura venezuelana: Maduro denuncia que o verdadeiro objetivo dos EUA é uma "mudança de regime" para se apoderar da imensa riqueza de petróleo e gás da Venezuela.
- Condenação internacional: O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou os bombardeios realizados pelos EUA contra pequenas embarcações, sob alegações de "combate ao narcotráfico", que resultaram em pelo menos 100 mortos. Os bombardeios também foram condenados pelos governos de países como Rússia, Colômbia, México e Brasil. Peritos da ONU afirmaram que as ações americanas se tratam de "execuções sumárias", em violação ao direito internacional
- Escalada militar: em agosto, os Estados Unidos enviaram navios de guerra, submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, sob o pretexto de "combater o narcotráfico". Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostas lanchas https://mycollages.ru/app/#savecom drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, matando dezenas de pessoas.