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'Que ninguém caia em desespero': Diosdado Cabello se manifesta após ataques dos EUA à Venezuela

O ministro do Interior também fez um apelo à mobilização popular.
'Que ninguém caia em desespero': Diosdado Cabello se manifesta após ataques dos EUA à VenezuelaCarolina Cabral / Gettyimages.ru

O ministro do Interior Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, condenou os ataques aéreos dos EUA contra o país neste sábado (3) e enfatizou que a aliança civil-militar está mobilizada para garantir a proteção do território.

"Apelo à calma do nosso povo. Confiem na liderança, na orientação do alto comando político e militar, na situação que enfrentamos. Mantenham a calma e não deixem ninguém sucumbir ao desespero, facilitando assim as coisas para o inimigo invasor e terrorista que nos atacou covardemente", disse Cabello em mensagem transmitida pela VTV.

Ele acrescentou que esta "não é a primeira luta" travada pelo povo venezuelano, mas que a nação "sabe como sobreviver" a todas essas circunstâncias. "Temos um povo organizado que sabe o que fazer", afirmou ele.

O ministro pediu às organizações internacionais a se manifestarem contra a agressão militar dos EUA contra o país sul-americano.

Ele enfatizou que, apesar dos ataques aéreos realizados com mísseis e bombas contra instalações públicas e áreas civis, "o país está completamente calmo".

"A Venezuela sabe que foi atacada; este povo sabe o que tem que fazer", declarou Cabello.

"Eles perpetraram um ataque traiçoeiro e vil contra um povo adormecido. Atacaram covardemente este país. Apelo a todas as organizações políticas para que se manifestem e permaneçam vigilantes. Que ninguém caia em desespero", concluiu ele.

Sequestro do presidente Maduro

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou neste sábado que seu país "realizou com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela" e deteve o presidente Nicolás Maduro, juntamente com sua esposa, Cilia Flores.

"Ele foi capturado e levado para fora do país", escreveu o presidente americano no Truth Social.

Minutos depois, a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, exigiu que o governo dos EUA fornecesse "prova imediata de vida" para Maduro e Flores, após confirmar as mortes de soldados e civis durante a operação militar, que incluiu bombardeios em Caracas e outros três estados.