Paulo Pimenta declara solidariedade à Venezuela e critica EUA

Deputado do PT e ex-ministro da Secom afirmou que objetivo dos Estados Unidos é controlar petróleo e riquezas minerais do país vizinho.

O deputado federal Paulo Pimenta (PT) publicou em suas redes sociais uma declaração de solidariedade ao povo venezuelano diante da ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e fez duras críticas à administração norte-americana, afirmando que o objetivo de Washington é assumir o controle do petróleo e das riquezas minerais do país vizinho.

As declarações ocorreram após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se pronunciar pela primeira vez depois de ordenar o ataque militar ao território venezuelano. "Os Estados Unidos realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que, junto com sua esposa, foi capturado e levado para fora do país", escreveu Trump na rede Truth Social.

"Mais detalhes serão divulgados em breve. Hoje, às 11h (13h horário de Brasília), haverá uma coletiva de imprensa em Mar-a-Lago", informou o presidente norte-americano.

"Agressão militar extremamente grave"

O governo venezuelano classificou o ataque aéreo, ocorrido neste sábado em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, como uma "agressão militar muito grave".

Em comunicado, Caracas afirmou que a ação constitui uma violação da Carta das Nações Unidas, especialmente dos Artigos 1 e 2, que garantem soberania e proíbem o uso da força, e alertou que tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, principalmente na América Latina e no Caribe.

Explosões foram ouvidas em várias partes da capital nas primeiras horas da manhã, e helicópteros foram vistos sobrevoando a cidade. Segundo o governo, o objetivo dos ataques seria se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela, especialmente petróleo e minerais, em uma tentativa de violar a soberania do país.

Apesar da pressão, a Venezuela garantiu que os EUA "não terão sucesso. Após mais de duzentos anos de independência, o povo e seu governo legítimo permanecem firmes na defesa de sua soberania e do direito de decidir seu próprio destino". Caracas alertou que tentativas de impor uma "mudança de regime" fracassarão, assim como todas as anteriores. 

Agressões dos EUA