
Subsecretário do Departamento de Estado dos EUA: Maduro 'agora enfrentará a justiça'

O subsecretário do Departamento de Estado dos EUA, Christopher Landau, comemorou a agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro.
"Um novo amanhecer para a Venezuela!", escreveu em sua conta no X, acrescentando que o presidente venezuelano "enfrentará a Justiça".

Washington acusa Maduro, sem apresentar provas, de liderar um cartel de narcotráfico e dobrou a recompensa oferecida por sua captura.
O senador Mike Lee afirmou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, informou que não estão previstas novas ações militares contra o país sul-americano e que o presidente venezuelano foi preso por agentes norte-americanos para ser julgado nos Estados Unidos.
As declarações acontecem depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar que Washington realizou "com sucesso" um "ataque em grande escala" contra o país latino-americano e anunciar que forças norte-americanas capturaram Maduro e sua esposa.
Fortes explosões registradas na madrugada deste sábado em Caracas. Segundo testemunhas, as detonações ocorreram no complexo militar de Fuerte Tiuna e na base aérea de La Carlota, com helicópteros sobrevoando a região.
Agressões dos EUA
- Escalada militar: em agosto, os Estados Unidos enviaram navios de guerra, submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, sob o pretexto de "combater o narcotráfico". Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostas lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, matando dezenas de pessoas.
- Falsos pretextos: Washington acusou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sem provas ou fundamentação, de liderar um suposto "cartel de drogas". As mesmas acusações infundadas foram feitas contra o presidente colombiano Gustavo Petro, que condenou os ataques mortais contra embarcações nas águas da região.
- Infiltrações de inteligência: Donald Trump admitiu ter autorizado a CIA a realizar operações secretas em território venezuelano, em meados de outubro. Maduro indagou: "Alguém acredita que a CIA não opera na Venezuela há 60 anos? (...) [Que] não conspira contra o comandante Chávez e contra mim há 26 anos?", perguntou ele.
- Postura venezuelana: Maduro denuncia que o verdadeiro objetivo dos EUA é uma "mudança de regime" para se apoderar da imensa riqueza de petróleo e gás da Venezuela.
- Condenação internacional: O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou os bombardeios realizados pelos EUA contra pequenas embarcações, sob alegações de "combate ao narcotráfico", que resultaram em pelo menos 100 mortos. Os bombardeios também foram condenados pelos governos de países como Rússia, Colômbia, México e Brasil. Peritos da ONU afirmaram que as ações americanas se tratam de "execuções sumárias", em violação ao direito internacional
- Escalada militar: em agosto, os Estados Unidos enviaram navios de guerra, submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, sob o pretexto de "combater o narcotráfico". Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostas lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, matando dezenas de pessoas.
