O presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou nas redes sociais o ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro, ocorrida na madrugada deste sábado (3).
Em publicação na plataforma X, Milei comentou uma reportagem sobre a ação militar e escreveu: "A liberdade avança.
Viva a liberdade, c***lho".
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o ataque realizado durante a noite. Segundo ele, a operação resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que teriam sido retirados "para fora do país".
"Agressão militar extremamente grave"
O governo venezuelano se pronunciou neste sábado após o primeiro ataque aéreo perpetrado pelos EUA contra a cidade de Caracas "e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira", classificando como uma " agressão militar muito grave ".
"Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente dos Artigos 1 e 2, que consagram o respeito pela soberania, a igualdade jurídica dos Estados e a proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais , particularmente na América Latina e no Caribe, e põe em grave risco a vida de milhões de pessoas", afirmou um comunicado oficial .
Explosões foram ouvidas em várias partes da capital venezuelana nas primeiras horas da manhã. Relatos nas redes sociais também indicam que helicópteros foram vistos sobrevoando a área.
Na declaração, Caracas alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão o de se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela, particularmente seu petróleo e minerais, numa tentativa de quebrar à força a independência política do país".
Agressões dos EUA
- Escalada militar: em agosto, os Estados Unidos enviaram navios de guerra, submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, sob o pretexto de "combater o narcotráfico". Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostas lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, matando dezenas de pessoas.
- Falsos pretextos: Washington acusou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sem provas ou fundamentação, de liderar um suposto "cartel de drogas". As mesmas acusações infundadas foram feitas contra o presidente colombiano Gustavo Petro, que condenou os ataques mortais contra embarcações nas águas da região.
- Infiltrações de inteligência: Donald Trump admitiu ter autorizado a CIA a realizar operações secretas em território venezuelano, em meados de outubro. Maduro indagou: "Alguém acredita que a CIA não opera na Venezuela há 60 anos? (...) [Que] não conspira contra o comandante Chávez e contra mim há 26 anos?", perguntou ele.
- Postura venezuelana: Maduro denuncia que o verdadeiro objetivo dos EUA é uma "mudança de regime" para se apoderar da imensa riqueza de petróleo e gás da Venezuela.
- Condenação internacional: O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou os bombardeios realizados pelos EUA contra pequenas embarcações, sob alegações de "combate ao narcotráfico", que resultaram em pelo menos 100 mortos. Os bombardeios também foram condenados pelos governos de países como Rússia, Colômbia, México e Brasil. Peritos da ONU afirmaram que as ações americanas se tratam de "execuções sumárias", em violação ao direito internacional
- Escalada militar: em agosto, os Estados Unidos enviaram navios de guerra, submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, sob o pretexto de "combater o narcotráfico". Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostas lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, matando dezenas de pessoas.