'Uma operação brilhante': Trump exalta agressão à Venezuela

Um oficial americano destacou que não houve baixas entre as tropas dos EUA, embora tenha se recusado a comentar sobre as perdas venezuelanas.

O presidente Donald Trump afirmou que o ataque realizado contra a Venezuela neste sábado (3) "foi uma operação brilhante", em entrevista ao jornal americano The New York Times.

"Planejamento excelente, tropas de primeira linha e pessoas incríveis", acrescentou.

Questionado sobre o futuro da Venezuela ou se havia solicitado autorização do Congresso para a operação, o presidente disse que abordaria essas questões durante sua coletiva de imprensa matinal em Mar-a-Lago.

Um oficial americano afirmou que não houve baixas entre as tropas dos EUA durante a operação, mas se recusou a comentar sobre as perdas venezuelanas.

"Agressão militar extremamente grave"

Fortes explosões sacudiram a capital da Venezuela na madrugada de sábado (3), atingindo o complexo militar de Fuerte Tiuna e a base aérea de La Carlota, segundo testemunhas.

O governo venezuelano emitiu comunicado oficial após o primeiro ataque aéreo dos EUA contra a cidade de Caracas, identificando outras explosões nos estados de "Miranda, Aragua e La Guaira", classificando a operação como uma "agressão militar extremamente grave".

"Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente dos Artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, a igualdade jurídica dos Estados e a proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, particularmente na América Latina e no Caribe, e põe em grave risco a vida de milhões de pessoas", escreve o documento.

Caracas alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão o apoderamento dos recursos estratégicos da Venezuela, particularmente seu petróleo e minerais, em uma tentativa de romper à força a independência política do país", convocando a população venezuelana à mobilização em defesa de sua soberania.

Agressões dos EUA