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CBS News: Maduro foi capturado por unidade de elite do Exército dos EUA

As autoridades venezuelanas condenaram os ataques em seu território como uma "ameaça à paz e à estabilidade internacional".
CBS News: Maduro foi capturado por unidade de elite do Exército dos EUAGettyimages.ru / Pedro Rances Mattey / Anadolu

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi capturado neste sábado (3) pela Delta Force, unidade de elite do Exército dos EUA, informou Jennifer Jacobs, correspondente sênior da CBS News na Casa Branca, citando fontes anônimas.

A informação surge após Donald Trump ter confirmado que os EUA conduziram "com sucesso um ataque em grande escala" contra Caracas. O presidente americano afirmou que as forças americanas capturaram Nicolás Maduro e sua esposa, sem apresentar provas.

"Agressão militar gravíssima"

Fortes explosões sacudiram a capital da Venezuela na madrugada de sábado (3), atingindo o complexo militar de Fuerte Tiuna e a base aérea de La Carlota, segundo testemunhas.

O governo venezuelano emitiu comunicado oficial após o primeiro ataque aéreo dos EUA contra a cidade de Caracas, identificando outras explosões nos estados de "Miranda, Aragua e La Guaira", classificando a operação como uma "agressão militar extremamente grave".

"Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente dos Artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, a igualdade jurídica dos Estados e a proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, particularmente na América Latina e no Caribe, e põe em grave risco a vida de milhões de pessoas", escreve o documento.

Caracas alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão o apoderamento dos recursos estratégicos da Venezuela, particularmente seu petróleo e minerais, em uma tentativa de romper à força a independência política do país", convocando a população venezuelana à mobilização em defesa de sua soberania.

Agressões dos EUA

  • Escalada militar: em agosto, os Estados Unidos enviaram navios de guerra, submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, sob o pretexto de "combater o narcotráfico". Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostas lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, matando dezenas de pessoas.
  • Falsos pretextos: Washington acusou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sem provas ou fundamentação, de liderar um suposto "cartel de drogas". As mesmas acusações infundadas foram feitas contra o presidente colombiano Gustavo Petro, que condenou os ataques mortais contra embarcações nas águas da região.
  • Infiltrações de inteligência: Donald Trump admitiu ter autorizado a CIA a realizar operações secretas em território venezuelano, em meados de outubro. Maduro indagou: "Alguém acredita que a CIA não opera na Venezuela há 60 anos? (...) [Que] não conspira contra o comandante Chávez e contra mim há 26 anos?", perguntou ele.
  • Postura venezuelana: Maduro denuncia que o verdadeiro objetivo dos EUA é uma "mudança de regime" para se apoderar da imensa riqueza de petróleo e gás da Venezuela.
  • Condenação internacional: O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou os bombardeios realizados pelos EUA contra pequenas embarcações, sob alegações de "combate ao narcotráfico", que resultaram em pelo menos 100 mortos. Os bombardeios também foram condenados pelos governos de países como Rússia, ColômbiaMéxico e Brasil. Peritos da ONU afirmaram que as ações americanas se tratam de "execuções sumárias", em violação ao direito internacional.