O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na manhã deste sábado (3) que Washington bombardeou alvos que considera legítimos dentro da Venezuela.
A ação ocorre após o governo americano decretar um bloqueio naval contra Caracas, alegando, sem comprovação, que a Venezuela teria "roubado" o próprio petróleo, "terras e outros ativos" dos EUA, e classificar o governo de Nicolás Maduro como "organização terrorista internacional".
"Os EUA realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado junto com sua esposa e transferido para fora do país. Esta operação foi realizada em colaboração com as forças da ordem americanas. Mais detalhes a seguir", informou o presidente americano.
Ele também anunciou que uma coletiva de imprensa será realizada hoje às 11h (horário local) em Mar-a-Lago.
Agressões dos EUA
- Escalada militar: em agosto, os Estados Unidos enviaram navios de guerra, submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, sob o pretexto de "combater o narcotráfico". Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostas lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, matando dezenas de pessoas.
- Falsos pretextos: Washington acusou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sem provas ou fundamentação, de liderar um suposto "cartel de drogas". As mesmas acusações infundadas foram feitas contra o presidente colombiano Gustavo Petro, que condenou os ataques mortais contra embarcações nas águas da região.
- Infiltrações de inteligência: Donald Trump admitiu ter autorizado a CIA a realizar operações secretas em território venezuelano, em meados de outubro. Maduro indagou: "Alguém acredita que a CIA não opera na Venezuela há 60 anos? (...) [Que] não conspira contra o comandante Chávez e contra mim há 26 anos?", perguntou ele.
- Postura venezuelana: Maduro denuncia que o verdadeiro objetivo dos EUA é uma "mudança de regime" para se apoderar da imensa riqueza de petróleo e gás da Venezuela.
- Condenação internacional: O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou os bombardeios realizados pelos EUA contra pequenas embarcações, sob alegações de "combate ao narcotráfico", que resultaram em pelo menos 100 mortos. Os bombardeios também foram condenados pelos governos de países como Rússia, Colômbia, México e Brasil. Peritos da ONU afirmaram que as ações americanas se tratam de "execuções sumárias", em violação ao direito internacional
- Escalada militar: em agosto, os Estados Unidos enviaram navios de guerra, submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, sob o pretexto de "combater o narcotráfico". Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostas lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, matando dezenas de pessoas.
Mais informações em breve.