A agressão militar dos EUA contra a Venezuela é "uma clara violação" dos princípios fundamentais da Carta da ONU e das normas essenciais do direito internacional, afirmou o Ministério das Relações Exteriores do Irã.
Segundo o comunicado, isso constitui uma violação do Artigo 2 da Carta, que proíbe o uso da força, e, portanto, um claro caso de "ato de agressão" que deve ser condenado "explícita e imediatamente" pela ONU e por todos os Estados preocupados com o Estado de Direito, a paz internacional e a segurança.
O ministério denunciou a agressão militar dos EUA contra um Estado-membro independente da ONU como "uma violação flagrante da paz e da segurança regional e internacional", cujas consequências afetam todo o sistema internacional e "colocam ainda mais em risco" a ordem baseada na Carta da ONU, expondo-a à "erosão e destruição".
A chancelaria ressaltou "a responsabilidade legal e moral de todos os Estados e organizações internacionais" de pôr fim imediatamente à "agressão ilegal" dos Estados Unidos contra a Venezuela. Enfatizou também a necessidade de adotar as medidas necessárias para "responsabilizar aqueles que planejaram e executaram os crimes cometidos durante essa agressão militar".
Agressões dos EUA
- Escalada militar: em agosto, os Estados Unidos enviaram navios de guerra, submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, sob o pretexto de "combater o narcotráfico". Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostas lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, matando dezenas de pessoas.
- Falsos pretextos: Washington acusou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sem provas ou fundamentação, de liderar um suposto "cartel de drogas". As mesmas acusações infundadas foram feitas contra o presidente colombiano Gustavo Petro, que condenou os ataques mortais contra embarcações nas águas da região.
- Infiltrações de inteligência: Donald Trump admitiu ter autorizado a CIA a realizar operações secretas em território venezuelano, em meados de outubro. Maduro indagou: "Alguém acredita que a CIA não opera na Venezuela há 60 anos? (...) [Que] não conspira contra o comandante Chávez e contra mim há 26 anos?", perguntou ele.
- Postura venezuelana: Maduro denuncia que o verdadeiro objetivo dos EUA é uma "mudança de regime" para se apoderar da imensa riqueza de petróleo e gás da Venezuela.
- Condenação internacional: O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou os bombardeios realizados pelos EUA contra pequenas embarcações, sob alegações de "combate ao narcotráfico", que resultaram em pelo menos 100 mortos. Os bombardeios também foram condenados pelos governos de países como Rússia, Colômbia, México e Brasil. Peritos da ONU afirmaram que as ações americanas se tratam de "execuções sumárias", em violação ao direito internacional
- Escalada militar: em agosto, os Estados Unidos enviaram navios de guerra, submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, sob o pretexto de "combater o narcotráfico". Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostas lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, matando dezenas de pessoas.