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COMUNICADO OFICIAL COMPLETO da Venezuela sobre a agressão dos EUA

Neste sábado (3), as forças armadas americanas bombardearam a capital e outras três regiões da Venezuela, em uma operação de mudança de regime que sequestrou o presidente Nicolás Maduro e sua esposa.
COMUNICADO OFICIAL COMPLETO da Venezuela sobre a agressão dos EUAJesus Vargas / Gettyimages.ru

O Governo da Venezuela se pronunciou oficialmente neste sábado (3) em meio à agressão dos Estados Unidos contra a capital do país, Caracas, e outros três estados do país sul-americano.

A declaração foi divulgada pelo ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil Pinto, em seu canal no aplicativo de mensagens Telegram. Leia na íntegra a tradução do texto a seguir.

"COMUNICADO

REPÚBLICA BOLIVARIANA DA VENEZUELA

A República Bolivariana da Venezuela rejeita, repudia e denuncia, perante a comunidade internacional, a grave agressão militar perpetrada pelo atual governo dos Estados Unidos contra o território e a população venezuelana nas áreas civis e militares da cidade de Caracas, capital do país, e dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente de seus artigos 1 e 2, que garantem o respeito à soberania, à igualdade jurídica entre os Estados e a proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacional, em particular na América Latina e no Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas.

O objetivo desse ataque é nada mais do que se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela, especialmente petróleo e minerais, tentando quebrar à força a independência política da nação. Mas não terão sucesso. Após mais de duzentos anos de independência, o povo e seu governo legítimo permanecem firmes na defesa da soberania e do direito inalienável de decidir seu próprio destino. A tentativa de impor uma guerra colonial para destruir o regime republicano e forçar uma “mudança de governo”, em aliança com a oligarquia fascista, fracassará como todas as tentativas anteriores.

Desde 1811, a Venezuela enfrentou e derrotou impérios. Quando, em 1902, potências estrangeiras bombardearam nossas costas, o presidente Cipriano Castro proclamou: "A planta insolente do estrangeiro profanou o sagrado solo da Pátria". Hoje, com a moral de Bolívar, Miranda e nossos libertadores, o povo venezuelano se levanta novamente para defender sua independência diante da agressão imperial.

Povo às ruas

O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativar planos de mobilização e repudiar este ataque imperialista. O povo da Venezuela e sua Força Armada Nacional Bolivariana, em perfeita união popular-militar-policial, estão mobilizados para garantir a soberania e a paz. Simultaneamente, a Diplomacia Bolivariana da Paz apresentará as devidas denúncias ao Conselho de Segurança da ONU, ao Secretário-Geral da organização, à CELAC e ao MNOAL, exigindo condenação e responsabilização do governo dos Estados Unidos.

O presidente Nicolás Maduro determinou a implementação de todos os planos de defesa nacional, de acordo com o momento e as circunstâncias, em estrita conformidade com a Constituição da República Bolivariana da Venezuela, a Lei Orgânica sobre Estados de Exceção e a Lei Orgânica de Segurança da Nação.

Nesse sentido, o presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a execução do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, garantir o funcionamento pleno das instituições republicanas e passar imediatamente à defesa armada. Todo o país deve se mobilizar para derrotar esta agressão imperialista.

Da mesma forma, foi determinado o imediato acionamento do Comando para a Defesa Integral da Nação e dos Órgãos de Direção para a Defesa Integral em todos os estados e municípios do país.

Em estrito cumprimento ao artigo 51 da Carta das Nações Unidas, a Venezuela reserva-se o direito de exercer a legítima defesa para proteger seu povo, seu território e sua independência. Convocamos os povos e governos da América Latina, do Caribe e do mundo a se mobilizarem em solidariedade ativa contra esta agressão imperial.

Como afirmou o Comandante Supremo Hugo Chávez Frías: "Diante de qualquer circunstância ou dificuldade, seja qual for sua magnitude, a resposta de todos os patriotas… é unidade, luta, batalha e vitória."

Caracas, 3 de janeiro de 2026"