
Presidente de Cuba condena ataques dos EUA à Venezuela e clama por reação internacional

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, expressou sua condenação aos ataques dos Estados Unidos à Venezuela neste sábado (3), que bombardearam Caracas e outras regiões do país, além de sequestrar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores.
"Cuba denuncia e exige uma reação urgente da comunidade internacional contra o ataque criminoso dos EUA à Venezuela. Nossa Zona de Paz está sendo brutalmente atacada. Terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano e contra a nossa América. Pátria ou Morte! Venceremos", escreveu Díaz-Canel em seu perfil.
#Cuba denuncia y demanda URGENTE reacción de la comunidad internacional contra criminal ataque de E.U a #Venezuela. Nuestra #ZonaDePaz está siendo brutalmente asaltada. Terrorismo de Estado contra el bravo pueblo venezolano y contra Nuestra América.Patria o Muerte ¡Venceremos!
— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@DiazCanelB) January 3, 2026
O posicionamento do governante cubano acompanha o rechaço de outros líderes internacionais, incluindo Rússia, China, Colômbia, Brasil e México em sua manifestação de apoio a Caracas.
"Agressão militar extremamente grave"
Fortes explosões sacudiram a capital da Venezuela na madrugada de sábado (3), atingindo o complexo militar de Fuerte Tiuna e a base aérea de La Carlota, segundo testemunhas.
O governo venezuelano emitiu comunicado oficial após o primeiro ataque aéreo dos EUA contra a cidade de Caracas, identificando outras explosões nos estados de "Miranda, Aragua e La Guaira", classificando a operação como uma "agressão militar extremamente grave".
"Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente dos Artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, a igualdade jurídica dos Estados e a proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, particularmente na América Latina e no Caribe, e põe em grave risco a vida de milhões de pessoas", escreve o documento.

Caracas alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão o apoderamento dos recursos estratégicos da Venezuela, particularmente seu petróleo e minerais, em uma tentativa de romper à força a independência política do país", convocando a população venezuelana à mobilização em defesa de sua soberania.
Caracas anunciou ainda que apelará ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, ao Secretário-Geral da ONU, à Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e ao Movimento dos Países Não Alinhados (MNA) para exigir a "condenação e a responsabilização do governo dos EUA".
A Venezuela alertou também que se reserva "o direito de exercer legítima defesa para proteger seu povo, seu território e sua independência", ao mesmo tempo em que pede solidariedade internacional para condenar a agressão estrangeira.
