Eduardo Bolsonaro reage à decisão da PF e alega não ter condições de retornar ao Brasil

Ex-deputado criticou portaria que determina retorno imediato ao cargo de escrivão e afirmou que irá recorrer administrativamente.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta sexta-feira (2) que não há "condição" de retornar ao Brasil neste momento, após a Polícia Federal determinar seu retorno imediato ao cargo de escrivão em Angra dos Reis (RJ). A declaração foi feita em vídeo publicado na rede social X, no qual ele contesta a decisão e afirma que irá recorrer administrativamente.

A manifestação ocorre após a Diretoria de Gestão de Pessoas da Polícia Federal publicar portaria que encerra o afastamento concedido a Eduardo para o exercício do mandato parlamentar.

A medida tem como base ato da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados que declarou a perda do mandato, em dezembro, por faltas não justificadas enquanto ele permanecia no exterior.

Licenciado do cargo desde que assumiu como deputado, Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde 2025. No vídeo, ele disse que não pretende abrir mão do posto "de mãos beijadas" e classificou a decisão como perseguição política.

"Querem me prejudicar", afirmou, ao mencionar impactos funcionais, como aposentadoria e porte de arma.

O ex-parlamentar também citou a situação judicial do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, como motivo para não retornar ao país. Jair Bolsonaro voltou à carceragem da Polícia Federal em Brasília na quinta-feira (1º), após alta médica, para cumprir pena decorrente de condenação pelo planejamento do golpe de Estado de 2022.

Eduardo também voltou a criticar a cúpula da Polícia Federal e disse que não abriria mão de sua "honra" para se submeter à decisão.